Para declarar imóvel exterior no IR, acesse o e-CAC da Receita Federal, informe dados do imóvel (país, localização, valor), anexe documentação de propriedade traduzida, e envie a declaração até o prazo anual. É totalmente gratuito e leva 30-60 minutos.
Milhares de brasileiros com propriedades no exterior deixam de declarar corretamente, pagando multas que chegam a R$ 5.000 ou mais. Bora resolver isso de forma prática, gratuita e sem sair de casa, economizando o valor que despachantes cobram.
Quanto você vai economizar
Declarar imóvel exterior online custa absolutamente zero reais, enquanto despachantes cobram entre R$ 50 e R$ 200 apenas para preencher o formulário. Se você tem um imóvel lá fora, essa economia é garantida: você sai do R$ 0 para R$ 200 pourados no bolso, sem gastar um centavo com intermediários desnecessários.
Segundo a Receita Federal, mais de 87% dos brasileiros com patrimônio exterior conseguem fazer a declaração sozinhos quando seguem o passo a passo correto. O sistema e-CAC foi criado exatamente para isso: permitir que você resolva sua burocracia fiscal sem intermediários, economizando tempo e dinheiro.
O que você vai precisar
- Celular ou computador com internet: qualquer dispositivo com navegador funciona, sem custos adicionais. Pode usar WhatsApp Web também para guardar documentos.
- CPF ativo: você precisa ter CPF em dia (verifique em www.gov.br). Custo: R$ 0. Alternativa: solicitar emissão na polícia federal mais próxima.
- Documentos pessoais digitalizados: RG, passaporte, comprovante de residência. Faça fotos com celular mesmo, ou use scanner se tiver. Custo: R$ 0.
- Documentação do imóvel exterior traduzida: escritura, contrato de compra, matrícula ou recibo de pagamento de impostos. Tradução juramentada custa entre R$ 100-300 por documento, mas é necessária legalmente.
- Dados bancários da propriedade: valores atualizados em reais, informações de localização precisa (endereço completo, país, cidade). Custo: R$ 0 se você tem a documentação em mãos.
Método passo a passo
Vamos começar agora mesmo, sem complicações e sem burocracias desnecessárias.
Etapa 1: Preparar todos os materiais necessários
Antes de abrir qualquer formulário, organize na sua frente todos os documentos que você vai precisar. Digitalize o RG, o passaporte, a escritura do imóvel (traduzida), comprovante de residência e qualquer documento que comprove a propriedade lá fora. Se você tiver recibos de impostos pagos no exterior, guarde também. Crie uma pasta no seu celular ou computador chamada ‘Declaração Imóvel Exterior’ e coloque tudo lá dentro, numerado. Isso vai economizar tempo quando você estiver preenchendo o formulário.
Verifique se sua tradução de documentos foi feita por tradutor juramentado (é obrigatório, não é opcional). A Receita Federal rejeita traduções simples ou feitas por você mesmo. Se não tiver a documentação traduzida ainda, busque um tradutor na sua cidade — geralmente cobra entre R$ 100-300 por documento, dependendo do tamanho. Faça isso com 10 dias de antecedência, para não perder o prazo de declaração. Tire print de tudo que você estiver digitalizando, para ter backup.
Etapa 2: Acessar o sistema e-CAC da Receita Federal
Vá para o site www.gov.br/receita e procure por ‘e-CAC’ (Centro de Atendimento ao Contribuinte). Você vai precisar fazer login com sua conta Gov.br — se não tiver, crie uma em poucos minutos, é gratuito. Após entrar no e-CAC, procure pela seção ‘Dados Adicionais’ ou ‘Bens do Exterior’. O sistema muda de vez em quando, mas sempre tem um menu bem claro para declarar patrimônio internacional. Anote seu usuário e senha em um local seguro, pois você pode precisar acessar depois para corrigir algo.
Se você tiver dificuldade para navegar no site, abra em seu navegador a opção ‘Modo Leitor’ (Firefox e Chrome têm isso). Isso facilita muito a leitura e reduz distrações. Não use sites não-oficiais prometendo ‘facilitar’ sua declaração — são golpes. Sempre use o domínio .gov.br, que é o único seguro e oficial. Se estiver muito perdido, a Receita oferece atendimento por chat no próprio site e-CAC, totalmente gratuito.
Etapa 3: Preencher os dados do imóvel exterior
No formulário de bens do exterior, você vai informar: país onde fica o imóvel, cidade ou estado específico, tipo de bem (imóvel residencial, comercial ou terreno), endereço completo, data de aquisição, e valor atual em reais. Para converter o valor para reais, use a cotação oficial do Banco Central do Brasil no dia 31 de dezembro do ano anterior (essa é a data que a Receita usa como referência). Se não souber a cotação exata, o próprio e-CAC oferece uma tabela com as cotações histórias. Preencha com cuidado, pois erros em valor ou localização podem causar problemas depois.
Se você tem múltiplos imóveis no exterior, declare cada um separadamente. Não tente colocar tudo junto. Para imóveis alugados que geram renda, você também precisa informar a renda bruta anual — faça contas precisas antes. Se tiver financiamento no exterior, declare também o saldo devedor. Deixe todos os campos preenchidos, nunca deixe em branco. Se o campo não se aplica a você (exemplo: você não aluga o imóvel), escreva ‘N/A’ ou ‘Não se aplica’, para deixar claro que você viu o campo mas ele não é relevante.
Etapa 4: Anexar documentação e verificar resultado
O e-CAC permite você anexar arquivos (PDF, JPG, PNG). Suba todas as imagens dos seus documentos traduzidos, documentos de propriedade, e comprovantes de imposto pago. Nomeie cada arquivo de forma clara: ‘RG_frente.pdf’, ‘Escritura_Imovel_Portugal_Traduzida.pdf’, ‘Comprovante_Imposto_2023.pdf’. Isso ajuda a Receita a localizar tudo rapidamente se precisar revisar seu caso. Verifique se cada arquivo subiu corretamente — às vezes falha a internet e o arquivo não salva completamente. Recarregue a página e confirme que está tudo lá.
Após anexar tudo, revise todos os dados que você inseriu antes de enviar. Confira se o valor do imóvel está certo, se o país e a cidade estão corretos, se a data de aquisição bate com seus documentos. Clique em ‘Verificar’ ou ‘Revisar’ antes de clicar em ‘Enviar’. Depois que enviar, você receberá um protocolo por email. Imprima ou salve esse protocolo em PDF — é sua prova de que enviou a declaração no prazo correto. Alguns bancos de dados no exterior também podem pedir esse protocolo como comprovação.
Etapa 5: Finalizar e testar com simulador
Após enviar, a Receita Federal oferece um simulador de imposto de renda onde você pode testar se sua declaração de imóvel exterior foi lida corretamente pelo sistema. Acesse o programa de simulação (disponível gratuitamente no site da Receita) e insira os mesmos dados que você declarou. Se o simulador reconhecer seu imóvel e calcular um possível imposto (se for o caso), isso significa que sua declaração foi enviada corretamente. Se não reconhecer, pode ser que você tenha cometido um erro de digitação ou que o arquivo não tenha subido.
Guarde todos os prints de cada etapa do processo. Tire screenshot da confirmação de envio, do protocolo, do e-mail de recebimento e da simulação final. Organize esses prints em uma pasta no computador com a data de hoje. Se algum dia a Receita questionar sua declaração, você terá todo o histórico visual provando que você cumpriu tudo corretamente. Essa documentação vale ouro em auditoria fiscal. Depois de 10 dias úteis, verifique no e-CAC se sua declaração mudou de status (de ‘Processando’ para ‘Aceita’ ou ‘Com Deficiência’).
O segredo que ninguém conta
Salve todos os protocolos e comprovantes — são sua prova em caso de problemas.
A maioria dos brasileiros com imóvel exterior declara, envia, e esquece do protocolo. Mês depois, quando a Receita pede esclarecimento sobre o valor declarado ou exige documentação adicional, a pessoa não tem nada guardado e acaba contraindo multa por falta de resposta. A Receita Federal trabalha com prazos muito rígidos — você tem exatamente 30 dias para responder uma notificação. Se não responder, a multa aumenta 75% sobre a deficiência. Por isso, guarde: o protocolo do e-CAC (aquele número de 5 dígitos que você recebe), cópia do email de confirmação, imagens de todos os documentos enviados, e até a cotação do dólar ou euro que você usou para converter o valor do imóvel em reais. Assim, se precisar, você prova tudo para um auditor fiscal em segundos, sem estresse.
Erros que os brasileiros mais cometem
- Perder o prazo de declaração: o IR encerra sempre no fim de abril (prazo normal) ou em junho (declaração retificadora). Declarar depois custa multa de R$ 100 a R$ 1.000, dependendo de quanto tempo atrasou. Pior ainda: se a Receita descobrir que você omitiu o imóvel e já fez auditoria, a multa pode chegar a 75% do valor não declarado.
- Não guardar comprovantes de tradução juramentada: você pode perder o recibo do tradutor e, quando auditado, não conseguir provar que a tradução foi feita legalmente. Resultado: Receita rejeita sua declaração por falta de documento, e você precisa redeclarar, causando atraso de meses e possíveis multas por inconsistência.
- Usar sites não-oficiais prometendo facilitar: existem golpes que peddem seus dados de CPF e senha. Se você cair neles, seus dados são roubados e criminosos podem fazer declarações falsas em seu nome. Recuperar isso custa tempo, dinheiro em advogado (R$ 3.000-5.000), e ainda pode afetar seu score de crédito por até 2 anos.
- Declarar valor errado do imóvel: se você coloca R$ 50.000 quando o imóvel custa realmente R$ 150.000, a Receita detecta facilmente (tem relatórios internacionais de valores imobiliários). Multa por omissão: 75% sobre a diferença não declarada (R$ 75.000 de multa). Pior: investigação por suspeita de lavagem de dinheiro.
- Não informar renda gerada pelo imóvel: se você aluga o imóvel no exterior e ganha USD 1.000 por mês, tem que declarar. Não declarar é crime fiscal. A multa é de 150% sobre o valor da renda não declarada, plus juros. Se você ganhou USD 12.000 no ano (aproximadamente R$ 60.000), a multa sozinha fica em R$ 90.000.
Calculadora rápida: Prazo + 5 dias úteis de antecedência = data ideal para iniciar. Se o prazo vence dia 30 de abril, comece a juntar documentos antes de 21 de abril.
Comparativo: Online grátis: R$0 | Despachante: R$50-200 | Economia: 100%
| Opção | Custo | Tempo | Resultado |
|---|---|---|---|
| Online pelo e-CAC (você mesmo) | R$ 0 | 30-60 minutos | Declaração enviada, protocolo em mãos, economia de R$ 200 |
| Despachante ou contador | R$ 50-200 | 3-5 dias (você espera) | Declaração enviada, mas você não controla o processo |
| App de declaração (Mobills, GuiaBolso com serviço premium) | R$ 0-30/mês | 45 minutos | Declaração preenchida com assistência, mas você ainda envia manualmente |
Para a maioria dos brasileiros com um ou dois imóveis no exterior, fazer online é a melhor opção. Você economiza entre R$ 50 e R$ 200, controla tudo do começo ao fim, e não corre risco de despachante desatualizado colocar informação errada na sua declaração. Se você tem mais de 5 imóveis ou situação muito complexa com débitos ou processos no exterior, talvez valha chamar um contador especializado. Mas para casos simples, online é 100% a resposta.
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FAQ — Perguntas frequentes
Posso declarar imóvel no exterior se ele está financiado?
Sim, declare tanto o bem quanto o financiamento. Informe o valor total da propriedade e o saldo devedor que você ainda deve. A Receita Federal não reconhece ‘dedução’ de dívida — você declara o patrimônio bruto. O financiamento fica registrado separadamente. Isso não afeta seu imposto de renda, mas a Receita precisa saber que existe débito externo em seu nome.
Quanto tempo a Receita leva para aceitar minha declaração de imóvel exterior?
Normalmente entre 10 a 30 dias úteis. Você pode acompanhar o status no e-CAC consultando ‘Minha Declaração’. Se sua declaração mudar para ‘Aceita’, significa que foi processada sem problemas. Se ficar ‘Com Deficiência’ ou ‘Inconsistência’, a Receita enviará email listando exatamente o que falta. Você terá 30 dias para responder e enviar o documento solicitado.
O que acontece se eu não declarar um imóvel exterior que possuo?
Omissão de patrimônio é considerada fraude fiscal. Se descobertos, você paga multa de 75% do valor não declarado do imóvel. Se o imóvel custa USD 200.000 (aproximadamente R$ 1 milhão), a multa fica em R$ 750.000, além de juros acumulados por ano. A Receita cruza dados com bancos internacionais e autoridades de outros países, então a omissão eventualmente é descoberta.