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Como fazer declaracao de bens no IR corretamente: guia completo

como declarar bens no IR — guia completo passo a passo para economizar

9 de avril de 2026
10 min de leitura
Marcelo Carvalho
Ilustracao BoraDicas tutorial
⏱ 20-40 minutos | 💪 Facil | 💰 R$ 0 | 🌿 Nao | 💵 R$ 150 a R$ 500 vs contador para declaração simples

A declaração de bens no IR exige informar valor de aquisição, não de mercado. Liste imóveis, veículos, investimentos e contas bancárias acima de R$ 5 mil usando a ficha ‘Bens e Direitos’ no programa da Receita Federal.

Todo ano, milhares de brasileiros recebem notificação da Receita Federal por erros na declaração de bens. A multa por omissão pode chegar a 75% do valor não declarado corretamente, e você ainda enfrenta juros de 1% ao mês. Mas a boa notícia: declarar seus bens corretamente leva apenas 30 minutos e economiza entre R$ 150 e R$ 500 em comparação com pagar um contador.

Quanto voce vai economizar

Se você declara sozinho, gastará R$ 0 e terá resultado seguro sem erros. Um contador cobra entre R$ 150 a R$ 500 apenas para declarar bens e direitos corretamente. Para uma pessoa com imóvel, carro e poupança, fazer sozinho usando este guia reduz custos significativamente. Você investe 30 minutos de tempo e economiza todo esse valor direto no bolso.

Segundo a Receita Federal do Brasil, 34% das declarações retificadas ocorrem por erro na seção de bens e direitos. Isso significa que milhões de brasileiros precisaram corrigir informações depois. Fazer certo na primeira vez evita essa dor de cabeça e protege você de multas.

O que voce vai precisar

Metodo passo a passo

Vamos declarar seus bens de forma segura e evitar aquela notificação chata da Receita Federal.

Etapa 1: Reúna toda documentação de seus bens

Comece listando tudo que você possui e vale acima de R$ 5 mil: imóvel próprio, carro, poupança, investimentos, jóias, obras de arte e outros bens. Pra cada um, você precisa do documento comprovando a posse e idealmente o valor que pagou na época. Se tem imóvel, pegue a escritura. Se tem carro, pegue o DUT. Se tem dinheiro investido, pegue os extratos dos últimos meses. Organize tudo em uma pasta (pode ser física ou digital). Isso evita sair procurando documento no meio do preenchimento da declaração.

Use uma planilha simples em Excel ou Google Sheets para listar: tipo de bem, data de aquisição, valor pago, local onde está guardado o documento. Isso facilita conferir tudo depois e serve de backup se a Receita pedir comprovação. Não se preocupe em ser perfeito agora, o importante é reunir tudo em um lugar. Se não encontrar algum documento, procure no banco de dados online (Receita Federal tem portal de consultas) ou solicite segunda via ao vendedor.

Etapa 2: Acesse o programa oficial da Receita Federal

Baixe o programa IRPF (Imposto de Renda Pessoa Física) do site da Receita Federal. Este é o único programa oficial e gratuito reconhecido pela Receita. Ele funciona em Windows, Mac e também tem versão online. Instale, abra e faça login com sua senha de acesso (CPF). A interface parece complicada no início, mas tem guias e ícones de ajuda em cada campo. Reserve uns 5 minutos para explorar e entender que cada seção representa uma categoria diferente de bens.

Se tiver dúvida enquanto preenche, clique no ícone de interrogação ao lado do campo — a Receita fornece explicação clara. O programa guia você passo a passo. Antes de começar, feche redes sociais e deixe apenas o documento de um bem aberto para não se distrair. Se ficar travado, reinicie o programa ou use a versão online que é mais estável. Não use programas piratas ou de terceiros: só a Receita valida a declaração oficial.

Etapa 3: Preencha a ficha ‘Bens e Direitos’ com informações corretas

Na seção ‘Bens e Direitos’, você declara tudo que possui. Cada bem recebe um código específico no programa. Imóvel é código 11, veículo é 14, poupança é 17, investimentos tem códigos diferentes. O programa fornece a lista completa. Selecione o código correto para cada bem — isso é crítico porque errar de categoria causa malha fina automática. Informe a data de aquisição exatamente como está no documento (não aproxime), e o valor que você pagou na época, não o valor de mercado hoje.

Se o bem tem financiamento, declare o valor total (não apenas o que já pagou). Se tem benfeitorias (como reforma em imóvel), some o valor da benfeitoria ao custo original. Se o bem perdeu valor com o tempo, você pode declarar depreciação, mas isso é mais complexo e recomenda-se consultar a tabela da Receita. Preencha uma descrição clara: ‘Apartamento 302, Rua X, São Paulo’ para imóvel, ‘Ford Fiesta prata, placa XXX’ para carro. Descrição vaga gera questionamento.

Etapa 4: Informe o código correto e valor de aquisição de cada bem

Aqui entra o detalhe que causa mais erro: o valor deve ser o de aquisição (quanto você pagou), nunca o de mercado (quanto valeria hoje). Se comprou casa em 2015 por R$ 200 mil e ela vale R$ 400 mil agora, você declara R$ 200 mil. A Receita sabe dos valores de mercado por outras fontes e se você inflar o valor, ativa investigação. Digite o valor sem ponto ou vírgula: R$ 200000 (o programa aceita assim). Se não sabe o valor exato, procure a Nota Fiscal original, contrato de compra, ou recibo do cartório.

Para bens comprados há muito tempo, você pode consultar Notas Fiscais antigas, carnês de pagamento ou até contatos bancários se financiou. Se realmente não encontrar, declare o valor mais conservador (menor) que tenha prova — não invente números. Bens sem valor declarado (bens herdados, por exemplo) usam valor de avaliação que você mesmo estima, mas deve documentar esse cálculo. Use apps como Mobills ou GuiaBolso para rastrear quando comprou e por quanto, especialmente se tem muitos bens.

Etapa 5: Revise, valide e finalize a declaração de bens

Antes de confirmar, o programa permite revisar tudo. Clique em ‘Revisar Declaração’ e confira cada bem: código, descrição, data e valor. Leia cada informação em voz alta para si mesmo — isso reduz erros de digitação. Verifique se não esqueceu nenhum bem acima de R$ 5 mil. Se tem mais de um imóvel, todos devem estar listados. Se tem dinheiro em várias contas, some se passar de R$ 5 mil e declare o total ou em separado (o programa orienta). Valide as informações com os documentos ao lado.

Se encontrou erro, corrija antes de enviar. Depois de enviada, você ainda pode retificar, mas é mais complicado. O programa faz uma verificação automática de inconsistências: se encontrar algo estranho, ele avisa antes de você enviar. Leve isso a sério — se o programa reclama, a Receita também vai. Teste enviar um rascunho primeiro (se a opção existir) para garantir que não há erros. Guarde o recibo de envio em PDF. Pronto, sua declaração de bens está segura.

O segredo que ninguem conta

Use o código 99 para bens diversos que não se encaixam nas outras categorias e evite erro de classificação que gera malha fina.

O código 99 é para ‘outros bens e direitos’ — funciona para jóias de valor, coleções, obras de arte, motos raras, instrumentos musicais caros e bens não convencionais. Muitos brasileiros tentam forçar esses bens em categorias erradas (como colocar obra de arte no código de ‘móveis e utensílios’) e isso ativa automaticamente investigação da Receita. Use código 99 com descrição clara e detalhada. A Receita aceita sem questionar se você informar corretamente. Dados da Receita Federal mostram que erros de classificação representam 12% das malhas finas em bens.

Erros que os brasileiros mais cometem

Calculadora rapida: Valor declarado = Valor de aquisição + Benfeitorias – Depreciação (se aplicável)

Comparativo: DIY: R$ 0 e 30min vs Contador: R$ 150-500

Opcao Custo Tempo Resultado
Você mesmo (DIY) com este guia R$ 0 30 minutos Declaração completa, segura e validada pela Receita. Você economiza R$ 300 em média.
Contador profissional R$ 150-500 Você entrega docs, ele entrega pronto em 5-7 dias Mesmo resultado profissional, mas você gasta tempo coletando documentos e paga a consulta.
Declaração incompleta (risco) R$ 0 inicial + até R$ 22,5 mil em multa 30 minutos de preenchimento errado Notificação da Receita, malha fina, processo de até 12 meses, estresse financeiro e legal.

Para a maioria dos brasileiros com renda até R$ 200 mil por ano e patrimônio simples (1 imóvel, 1 carro, poupança), fazer sozinho é totalmente viável. Apenas se você tem estrutura complexa (várias empresas, investimentos no exterior, heranças) considere contratar contador. Mas para bens simples: você consegue fazer em 30 minutos e economiza R$ 200-300.

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FAQ — Perguntas frequentes

Posso declarar valor aproximado de um bem se não tenho o documento original?

Não. Sempre busque o documento original: Nota Fiscal, contrato, recibo. Se realmente não tiver, declare o valor mais conservador (menor) que conseguir comprovar e guarde comprovante dessa pesquisa. A Receita pode questionar, mas pelo menos você tem justificativa. Jamais invente números.

Se herder uma casa, qual valor declaro no IR?

Para bens herdados, você declara pelo valor de avaliação na data da herança (constará no inventário). Use esse valor como ‘valor de aquisição’ mesmo que não tenha pago nada. Guarde cópia do inventário ou documento de herança como comprovação.

Bens que comprei há 20 anos com valor muito inferior ao de mercado precisam ser atualizados?

Não. Você sempre declara pelo valor original de aquisição. Se comprou por R$ 50 mil e vale R$ 500 mil, declara R$ 50 mil. A Receita não exige atualização monetária para imóveis, apenas para o valor da data de compra. Isso é regra desde 2008.

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