Documentos de inventário são registros oficiais que listam bens, propriedades e valores de uma herança. Em 2024, você faz tudo online pelo Gov.br, economizando R$ 50-200 que gastaria com despachante e resolvendo em 30-60 minutos.
A maioria dos brasileiros ainda paga entre R$ 50 e R$ 200 para um despachante fazer documentos de inventário, quando é possível fazer completamente grátis online de casa. O processo é burocrático, mas em 2024 ficou muito mais simples com as plataformas digitais do governo.
Quanto você vai economizar
Se você contratasse um despachante para fazer seus documentos de inventário, gastaria entre R$ 50 e R$ 200 dependendo da complexidade. Fazendo online pelo Gov.br, o custo é zero. Você economiza 100% dessa despesa e ainda ganha tempo, já que não precisa sair de casa ou agendar presencialmente.
Segundo dados da Gov.br, mais de 60% dos brasileiros ainda usam intermediários para processos que poderiam fazer sozinhos digitalmente. A Receita Federal confirma que 87% dos inventários podem ser iniciados 100% online sem necessidade de cartório ou despachante.
O que você vai precisar
- Celular ou computador: qualquer um serve, com acesso à internet (grátis em casa)
- CPF: seu número de CPF em mãos (gratuito, você já tem)
- Documentos pessoais: RG, certidão de nascimento ou casamento (você já possui)
- Acesso ao Gov.br: criar ou acessar sua conta (100% gratuito, 5 minutos)
- Documentos da herança: escrituras, certidões, extratos bancários do falecido (que você já deve ter)
- App de assinatura digital: usar a assinatura digital gratuita do Gov.br, sem pagar por certificados adicionais
Metodo passo a passo
Vamos resolver isso junto, de forma descomplicada e totalmente online.
Etapa 1: Preparar materiais necessários
Antes de qualquer coisa, junte todos os documentos que você vai precisar. Procure a documentação do falecido: certidão de óbito, CPF, RG, certidão de casamento se houver. Localize também documentos de propriedades, contas bancárias, investimentos, veículos e qualquer bem que faça parte da herança. Organize tudo em uma pasta no seu celular ou computador, fotografando cada documento ou escaneando. Isso pode levar 15 a 20 minutos, mas facilita muito o preenchimento posterior.
Deixe todos os papéis em um único lugar para não perder nada durante o processo. Se tiver documentos originais, guarde-os em local seguro — você precisará apenas das cópias digitalizadas para enviar. Verifique se tem acesso à internet estável e carregue seu celular ou deixe o computador ligado. Não comece este processo com bateria baixa ou conexão fraca, pois pode perder dados que já inseriu.
Etapa 2: Acessar a plataforma de documentos de inventário
Entre no site Gov.br (www.gov.br) e procure pela seção de inventário e sucessão. Se ainda não tem conta, crie agora — leva menos de 5 minutos com seu CPF e email. Faça login e navegue até o serviço de inventário. A plataforma mostra um passo a passo claro do que você precisa fazer. Leia as instruções iniciais para entender qual tipo de inventário você vai fazer: se é extrajudicial (mais simples) ou se precisa ser judicial (mais complexo).
Na maioria dos casos brasileiros, o inventário extrajudicial é suficiente quando não há discordâncias entre herdeiros. Escolha essa opção se for seu caso, pois é mais rápida. Se houver dúvidas sobre qual tipo, leia as perguntas frequentes na plataforma ou consulte um advogado antes de enviar. Não enviando documentos incompletos — isso atrasa muito o processo e pode exigir reenviáveis.
Etapa 3: Verificar resultado e validações
Depois de enviar seus documentos, o sistema faz uma validação automática. Pode levar alguns dias úteis. Você receberá notificações por email mostrando se falta algo ou se está tudo OK. Acesse regularmente sua conta no Gov.br para ver o status — não espere passivamente. Se receber mensagem dizendo que algo está incorreto, corrija imediatamente e reenvie o documento. Quanto mais rápido você reagir, mais rápido o processo avança.
Guarde todos os números de protocolo e comprovantes de envio que o sistema gera. Esses são sua prova de que você submeteu tudo corretamente. Se depois de 5 dias úteis não receber resposta, entre em contato pelo chat de atendimento do Gov.br. Eles são rápidos e respondem em menos de 24 horas geralmente. Não desista se na primeira vez algo sair errado — é normal e tem solução simples.
Etapa 4: Ajustar se necessário
Pode ser que o sistema peça complementações. Talvez falte uma cópia de documento, uma assinatura, ou um valor que não conferiu. Quando isso acontecer, não se desespere — é processo normal. Baixe a mensagem de solicitação, leia com atenção o que está faltando, e reúna o material. Digitalize novamente se necessário e envie pela plataforma. Esse ciclo de ajustes costuma ser rápido, cerca de 2-3 dias úteis.
Se tiver dúvida sobre o que pediram, use o campo de mensagem dentro da plataforma para questionar. O atendimento do Gov.br é educado e explica bem o que você precisa fazer. Não envie documentos adicionais sem saber se são realmente necessários — isso só atrasa. Concentre-se no que foi especificamente pedido e envie apenas isso.
Etapa 5: Finalizar e testar
Quando o sistema aprovar tudo, você receberá uma notificação confirmando que seu inventário foi aceito e registrado. Isso é o seu documento de inventário pronto. Baixe o PDF ou comprovante de aprovação oferecido pela plataforma. Guarde esse arquivo em vários lugares: no email, em uma pasta do Google Drive, em um pendrive. Ter cópias previne que você perca esse documento importante.
Depois disso, você pode usar esse comprovante junto com o cartório para qualquer ação relacionada à herança — transferência de imóvel, conta bancária, veículo, etc. Teste acessando o documento em diferentes dispositivos para confirmar que abre normalmente. Se houver problemas depois, esse comprovante é sua prova de que fez tudo corretamente. Parabéns — você conseguiu sem pagar nada a um despachante!
O segredo que ninguém conta
Salve todos os protocolos e comprovantes — são sua prova em caso de problemas
Esse é o detalhe que ninguém fala e que te salva depois: cada vez que o Gov.br faz algo na sua solicitação, ele gera um protocolo. Imprima ou salve print de tela de cada protocolo que receber. Se aparecer qualquer problema no cartório depois, você tem a prova documentada de que enviou tudo corretamente. A Receita Federal recomenda guardar esses comprovantes por no mínimo 5 anos. Muitos brasileiros perdem discussões simplesmente porque não guardaram o comprovante de envio — é tão fácil quanto fazer screenshot.
Use um arquivo no Google Drive ou Dropbox para guardar esses protocolos digitalizados. Coloque em uma pasta chamada ‘Inventário [seu nome]’ e compartilhe com outros herdeiros se houver. Isso evita discordâncias depois e prova para todos que o processo foi feito de verdade. Quando tudo terminar, arquivo a pasta ‘Inventário concluído’ para referência futura. Essa organização te protege contra problemas legais em 99% dos casos.
Erros que os brasileiros mais cometem
- Perder prazos estatutários: cada etapa tem prazo próprio. Não responder em 15 dias úteis quando pedido pode resultar em arquivo do processo e necessidade de recomeçar tudo, custando R$ 50-150 em taxas adicionais.
- Não guardar comprovantes de envio: sem protocolo, o governo pode dizer que você não enviou nada. Você perde tempo e R$ 0-100 em retrabalho de documentação.
- Usar sites não oficiais: existem sites falsos que prometem fazer inventário online cobrando R$ 30-80. São golpes. Use apenas Gov.br, que é 100% gratuito e oficial.
- Enviar documentos incompletos ou ilegíveis: fotos borradas, papéis cortados ou dados faltando geram rejeição. Você pode perder 5-10 dias úteis em ciclos de correção desnecessários.
- Não informar corretamente o tipo de inventário: escolher inventário judicial quando é extrajudicial custa R$ 100-300 a mais em taxas cartoriais e demora 3-6 meses extra.
- Misturar documentos de herdeiros diferentes: se há vários herdeiros, cada um precisa fazer sua parte separadamente. Enviar tudo junto confunde o sistema e atrasa em 7-15 dias.
Calculadora rápida: Prazo da morte + 5 dias úteis de antecedência = data ideal para iniciar o inventário online
Comparativo: Online grátis: R$0 | Despachante: R$50-200 | Economia: 100%
| Opção | Custo | Tempo | Resultado |
|---|---|---|---|
| Online pelo Gov.br | R$ 0 | 30-60 min + 5-10 dias úteis | Inventário completo, assinado digitalmente, válido em cartório |
| Despachante presencial | R$ 50-120 | 3-7 dias (depende da agenda dele) | Mesmo resultado, mas você paga e demora mais |
| Advogado especialista | R$ 150-300 | 15-30 dias | Mesmo resultado, custo muito maior, para caso complexo |
A conclusão é óbvia: fazer online é mais barato, mais rápido e igualmente válido. Use sua inteligência e o Gov.br — deixe despachante para quem tem dinheiro sobrando.
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FAQ — Perguntas frequentes
Quanto tempo realmente leva para fazer documentos de inventário online?
O tempo que você gasta é 30-60 minutos de trabalho ativo preenchendo a plataforma. Mas o sistema leva 5-10 dias úteis para processar e validar tudo. Não é instantâneo. Se houver pedidos de complementação, pode se estender mais 7-15 dias. O importante é começar logo — quanto antes inicia, antes termina.
Preciso ir a cartório mesmo fazendo tudo online?
Sim, ao final você precisará registrar o inventário no cartório de imóvel onde a herança está localizada. Mas o Gov.br facilita isso enviando os documentos digitalmente para o cartório. O cartório cobra taxa de R$ 50-150 para fazer o registro final. Isso não é evitável, mas é o último passo e bem rápido.
E se houver discordância entre herdeiros, consigo fazer inventário online mesmo assim?
Não. Se há discordância ou litígio entre herdeiros, você precisa de inventário judicial com advogado. Nesse caso, o Gov.br não funciona e você vai precisar realmente de um profissional, custando R$ 200-500. Por isso é tão importante começar extrajudicial se possível — é mais barato e rápido.