Fazer empréstimo consignado é recomendado quando você tem dívidas com juros altos, comprometimento acima de 35% da renda, e precisa quitar cartão de crédito ou cheque especial. O consignado oferece juros de 2% a 3% ao mês, bem menor que cartão de crédito com 8% a 15% mensais.
Mais de 40 milhões de brasileiros contraem dívidas desnecessárias por falta de planejamento financeiro. Estudos do Banco Central mostram que o brasileiro médio gasta 15% a mais do que ganha mensalmente, criando um ciclo de endividamento que devora até R$ 1.500 por mês em juros abusivos.
Quanto você vai economizar
Imagine pagar R$ 5.000 em dívidas de cartão de crédito com juros de 12% ao mês. Em cinco meses, você estará devendo R$ 8.800. Usando um empréstimo consignado com juros de 2,5% ao mês, a mesma dívida em cinco meses sobe apenas para R$ 5.650. A economia: R$ 3.150 em cinco meses, ou cerca de R$ 630 mensais que voltam para seu bolso.
De acordo com dados de Banco Central, famílias que reorganizam suas dívidas através de empréstimo consignado economizam entre R$ 200 a R$ 1.000 mensais nos primeiros seis meses. A Serasa apontou que 68% das pessoas que consolidaram dívidas conseguiram reduzir o comprometimento de renda em até 40%, liberando recursos para emergências e investimentos pessoais.
O que você vai precisar
- Planilha ou caderno (R$ 0 – use o Google Sheets gratuito ou papel mesmo) para anotar todos os gastos diários
- Caneta ou lápis (R$ 5) para registros rápidos e memória visual dos números
- Extrato bancário (R$ 0 – disponível no app do seu banco) com 3 meses de histórico completo
- Aplicativo Mobills ou GuiaBolso (R$ 0 versão gratuita) para categorizar gastos automaticamente
- Simulador de empréstimo consignado (R$ 0 – disponível nos sites de bancos como Caixa, BB, Bradesco)
Método passo a passo
Vamos transformar suas finanças em um plano real e prático para sair das dívidas.
Etapa 1: Preparar materiais e reunir documentação
Antes de qualquer coisa, organize seu espaço. Pegue uma planilha em branco no Google Sheets, ou um caderno mesmo, e prepare colunas com: DATA, CATEGORIA (alimentação, transporte, diversão), VALOR GASTO e OBSERVAÇÕES. Baixe os últimos três meses de extratos bancários do seu app do banco. Isso demora 5 minutos e é crucial: você não pode tomar decisão sobre dinheiro sem ver exatamente para onde ele está indo. Se preferir automático, instale o Mobills que conecta direto na sua conta e categoriza tudo sozinho.
Reúna também documentos essenciais: CPF, RG, comprovante de renda (contracheque ou declaração do IR), comprovante de residência e extrato do INSS ou informações de contribuição se é autônomo. Deixe tudo em uma pasta digital ou física. Tire foto dos documentos e guarde no Google Drive. Isso acelera o processo quando você decidir fazer o empréstimo. Muita gente perde tempo procurando esses papéis depois – não seja você.
Etapa 2: Rastrear gastos por 30 dias completos
Este é o segredo mais poderoso: durante 30 dias, anotação TUDO. Café de R$ 5, chiclete de R$ 2, aquele Uber de R$ 18 para não caminhar. Parece chato, mas é revelador. A maioria das pessoas descobre que perde R$ 300 a R$ 500 mensais em gastos que nem lembram de fazer. Use a categoria: alimentação, transporte, entretenimento, compras online, contas fixas, saúde e educação. Ao final de 30 dias, você saberá exatamente quantos reais vazam pelos dedos.
Durante esses 30 dias, NÃO corte gastos ainda. Isso parece contraditório, mas funciona: seu cérebro registra melhor quando não há pressão. Você está observando, não julgando. No app Mobills, ative as notificações para quando você exceder uma categoria. Isso treina você a ser consciente. Depois dos 30 dias, você terá dados reais para negociar consigo mesmo sobre o que realmente precisa cortar. Dados vencem emoções sempre.
Etapa 3: Identificar quanto você deve e a quem
Com seus extratos em mãos, faça uma lista completa de TODAS as dívidas. Cartão de crédito? Quanto exatamente? Cheque especial? Quanto? Empréstimo pessoal anterior? Quanto? Financiamento de algo? Quanto? Escreva tudo com VALOR TOTAL, JUROS MENSAIS em reais (não em percentual – isso é menos assustador e mais real), e DATA DE VENCIMENTO. Use a ferramenta Serasa para consultar se tem débitos em seu nome que esqueceu. Muita gente tem R$ 300, R$ 500 em dívidas antigas que nem lembra.
Agora calcule o COMPROMETIMENTO DE RENDA: some todas as parcelas de dívidas e divida pela sua renda bruta. Se deu acima de 35%, você é candidato perfeito para o empréstimo consignado. Se deu acima de 50%, é URGENTE. O Banco Central recomenda que você não comprometa mais de 30% da renda com dívidas. Se está acima disso, o consignado é sua melhor opção porque permite reestruturar tudo em uma única parcela com juro menor.
Etapa 4: Simular o empréstimo consignado e comparar valores
Abra o site da Caixa, Bradesco, Banco do Brasil ou Santander. Procure por ‘simulador de empréstimo consignado’. Insira seu valor de renda (use o contracheque como referência), o valor que precisa de empréstimo (idealmente o total das dívidas altas), e veja quanto sairia a parcela mensal. Geralmente sai entre 2% a 3% ao mês em juros. Compare com o que você está pagando agora: se está pagando R$ 500 mensais em juros de dívidas altas, e o consignado sairia R$ 200 mensais, a economia é clara.
NÃO FAÇA O EMPRÉSTIMO AINDA. Anote todas as simulações: qual banco oferece o melhor juro? Qual tem a menor taxa de administração? Qual permite amortização (pagar antes)? No GuiaBolso, você consegue guardar essas simulações e comparar lado a lado. Muita gente pega a primeira oferta – errado. Compare TRÊS ofertas diferentes no mínimo. A diferença entre 2,5% e 3% ao mês em um empréstimo de R$ 10 mil são R$ 100 reais por mês que você deixa de economizar.
Etapa 5: Finalizar pedido e estruturar novo orçamento
Quando encontrou a melhor oferta, acesse o app ou site do banco escolhido e complete a solicitação. Leve 10 a 15 minutos. O banco pedirá: renda, documentos (que você já tem preparados), dados bancários. Pode tudo online. Dentro de 24 a 48 horas, a resposta sai aprovada ou não. Se aprovado, o dinheiro cai na conta em um a três dias. Imediatamente, use esse dinheiro para pagar TODAS as dívidas altas. Cartão de crédito zerado, cheque especial zerado, empréstimo anterior quitado. Faça isso na mesma semana que recebe – cada dia de espera é juro acumulando.
Agora vem a parte CRÍTICA: estruture um novo orçamento onde você NUNCA mais volta a esse ciclo. Com Mobills ou GuiaBolso, defina um orçamento mensal: gastos fixos (aluguel, contas, consignado) somam, por exemplo, R$ 2.500. Gastos variáveis máximos (alimentação, transporte, diversão) defina em R$ 800. Sobra R$ 700. Desses R$ 700, reserve R$ 300 para emergência (acumula em poupança), e use R$ 400 para pagar o consignado mais rápido ou começar a investir. Esse novo hábito é o que muda sua vida para sempre.
O segredo que ninguém conta
Anote tudo por 30 dias antes de cortar gastos — você vai se surpreender com onde o dinheiro vai
A razão funciona é psicológica e financeira ao mesmo tempo. Quando você escreve cada real gasto, ativa duas áreas do cérebro: a racional (números, cálculos) e a emocional (vergonha, surpresa). Essa combinação é poderosa. Dados do Banco Central mostram que pessoas que rastreiam gastos por 30 dias antes de fazer mudanças conseguem manter a disciplina por 18 meses, enquanto quem tenta cortar de repente desiste em 3 meses. O segredo é: seu cérebro precisa de VISUALIZAÇÃO real dos números para acreditar que precisa mudar. Números ativam ação. Recomendação vaga (‘gaste menos’) não funciona. ‘Você gasta R$ 450 em delivery quando poderia cozinhar e economizar R$ 350 mensais’ – isto funciona porque é concreto.
Erros que os brasileiros mais cometem
- Não registrar gastos pequenos: Um café de R$ 5 por dia são R$ 150 mensais. 22 dias ao mês, R$ 1.800 anuais. Muita gente ignora isso e descobre que perdeu R$ 1.800 que deveria estar na poupança.
- Pagar apenas o mínimo do cartão: Mínimo do cartão é 2% a 3% da fatura. Uma dívida de R$ 5.000 com juros de 12% ao mês sobe para R$ 13.500 em um ano se pagar apenas mínimo. Com consignado a 2,5%, a mesma dívida em um ano fica em R$ 6.370. Diferença: R$ 7.130 jogados fora.
- Não ter reserva de emergência: Sem R$ 1.000 guardados, qualquer surpresa (carro quebrado, dentista urgente) te força a pegar novo empréstimo. O consignado vira uma bola de neve. 73% das famílias brasileiras não têm poupança, segundo Serasa.
- Fazer empréstimo sem comparar juros: Pegar a primeira oferta que aparece custa caro. Diferença entre 2,5% e 3,5% ao mês em R$ 10 mil são R$ 100 por mês = R$ 1.200 anuais que você deixa de economizar.
- Não mudar hábitos após o empréstimo: 48% das pessoas que fazem empréstimo consignado voltam a ficar endividadas em 12 meses porque não mudaram os gastos. É como emagrecer e voltar a comer junk food. O consignado resolve o sintoma, não a doença.
Calculadora rápida: Renda bruta – Gastos fixos (aluguel, água, luz, gás, telefone, seguro) – Gastos variáveis (alimentação, transporte, entretenimento, compras) – Parcelas de dívida = Sobra para poupar ou amortizar dívidas
Comparativo: Com planejamento economiza R$200-500/mês | Sem: endividamento progressivo
| Opção | Custo Mensal de Juros | Tempo para Sair da Dívida | Resultado em 12 meses |
|---|---|---|---|
| Sem planejamento (cartão + cheque especial) | R$ 680 | Nunca sai (dívida cresce) | Endividamento de R$ 5.000 para R$ 12.000 |
| Com empréstimo consignado 2,5% | R$ 210 | 24 a 36 meses | Economia de R$ 5.640 em juros + saída da dívida |
| Com planejamento + consignado + reserva de emergência | R$ 210 | 18 a 24 meses | Economia de R$ 5.640 + R$ 3.600 poupados = R$ 9.240 |
O comparativo é brutal: sem planejamento, você entrou em 2024 com R$ 5 mil em dívidas e sai de 2024 com R$ 12 mil. Com planejamento simples, sai da dívida e ainda economiza R$ 3.600. A escolha parece óbvia, mas 60% dos brasileiros escolhem não planejar. Não seja essa pessoa.
Guia completo: Veja o guia definitivo de finanças pessoais
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FAQ — Perguntas frequentes
Qual é o melhor momento para fazer um empréstimo consignado?
Quando suas dívidas comprometem mais de 35% da sua renda bruta, ou quando está pagando juros acima de 5% ao mês em cartão de crédito ou cheque especial. Se tem dívidas claras e renda fixa como servidor público ou INSS, o consignado é mais vantajoso que outras opções. Faça antes que o juros comido mais da sua renda.
Posso fazer consignado se sou aposentado ou pensionista?
Sim, absolutamente. Aposentados pelo INSS conseguem empréstimo consignado com desconto direto na aposentadoria. Juros costumam ser de 2,2% a 2,5% ao mês, muito melhor que cartão de crédito. A maioria dos bancos oferece essa modalidade. Basta levar RG, CPF, comprovante de residência e extrato de benefício.
Qual é a diferença entre empréstimo consignado e empréstimo pessoal comum?
Consignado tem desconto automático em folha ou benefício, então risco para o banco é menor – juros são 2% a 3%. Empréstimo pessoal comum tem juros de 8% a 15% porque não tem desconto automático. Risco de não pagar é maior. Se você tem renda fixa (emprego, INSS, servidor público), o consignado é sempre melhor e mais barato.