Os documentos necessários para financiar imóvel incluem RG e CPF atualizados, comprovante de renda dos últimos 3 meses, certidão de casamento ou nascimento, IR das últimas 2 declarações, comprovante de residência, extrato FGTS, certidões negativas federal/estadual/municipal, matrícula atualizada do imóvel, documentos do vendedor e certidão de ônus reais.
Todo ano, milhares de brasileiros perdem prazos de financiamento imobiliário por falta de organização documental — e isso custa caro em taxas urgentes que chegam a R$ 800 extras. A maioria contrata despachantes por desespero, quando a solução está ao alcance de um clique no gov.br.
Quanto voce vai economizar
Fazer tudo sozinho pelo gov.br sai por R$ 0 a R$ 50 em 3-5 dias úteis, enquanto contratar despachante custa entre R$ 600 e R$ 800 e cartório tradicional cobra R$ 300-400 com fila de uma semana. Se você precisar de urgência, paga multa de R$ 200 a R$ 800 extra — e tudo isso é evitável com planejamento correto.
Segundo dados do Banco Central do Brasil, 34% das operações de financiamento imobiliário sofrem atraso justamente por documentação incompleta, aumentando custos operacionais que a instituição repassa ao cliente através de taxas extraordinárias que podem ultrapassar 1,5% do valor financiado.
O que voce vai precisar
- RG e CPF atualizados: Emitidos há menos de 90 dias, originais + cópia autenticada (R$ 8 no cartório ou grátis no gov.br)
- Comprovante de renda últimos 3 meses: Contracheque ou extrato bancário, original + cópia (grátis)
- Certidão de casamento ou nascimento: Emitida nos últimos 90 dias, pelo site do cartório online ou gov.br (R$ 0 a R$ 50)
- IR últimas 2 declarações: IRPF do Banco do Brasil ou e-CAC, download grátis no gov.br (R$ 0)
- Comprovante de residência atualizado: Conta de luz, água ou gás dos últimos 2 meses (grátis)
- Extrato FGTS: Consulta pelo app FGTS ou gov.br, sem custo (R$ 0)
- Certidões negativas federal, estadual e municipal: Pelo gov.br mesmo dia, grátis (R$ 0 vs R$ 40-80 cada no cartório)
- Matrícula atualizada do imóvel: Solicitada ao vendedor ou imobiliária (R$ 0 a R$ 30)
- Documentos do vendedor: Cópia autenticada de RG, CPF e estado civil (R$ 8-15)
- Certidão de ônus reais do imóvel: Cartório de registro, consulta online (R$ 0 a R$ 40)
Metodo passo a passo
Organize sua vida financeira em 5 etapas inteligentes e saia na frente de 90% dos brasileiros que ainda usam cartório.
Etapa 1: Separar documentos pessoais e estado civil
Comece reunindo todos os documentos de identificação pessoal em uma única pasta. Pegue seu RG e CPF original e verifique se têm menos de 90 dias de emissão — a maioria dos bancos rejeita documentos mais antigos automaticamente. Tire cópias autenticadas no cartório ou faça upload no gov.br que envia por e-mail. Se você é casado, separado ou divorciado, prepare a certidão de casamento, nascimento ou escritura de divórcio emitida há no máximo 90 dias.
Aqui cabe o detalhe importante: se você é separado de bens, precisa de certidão do cônjuge também — muitos brasileiros esquecem isso e têm o processo rejeitado no banco. Organize tudo em cópias autenticadas porque o banco pode exigir 2 ou 3 vias durante a análise de crédito. Mantenha os originais em local seguro e entregue ao gerente somente as cópias autenticadas, que custam R$ 8 cada no cartório físico, ou zero no gov.br.
Etapa 2: Reunir comprovantes financeiros e extratos
Agora reúna seus últimos 3 contracheques ou extratos bancários onde entra seu salário. Os bancos precisam comprovar que você recebe regularmente para calcular sua capacidade de pagamento da parcela — sem isso, a aprovação cai automaticamente. Pegue também suas duas últimas declarações de IR (Imposto de Renda) que você pode baixar grátis no e-CAC do gov.br ou na Receita Federal, sem custo zero.
Adicione à pasta seu extrato FGTS atualizado (baixa gratuitamente no app FGTS ou gov.br) e se tiver investimentos, extratos bancários dos últimos 3 meses mostrando movimentação. O banco usa essa documentação para calcular sua score de crédito e renda complementar — quanto mais renda comprovada, menor a taxa de juros oferecida. Se trabalha como autônomo, inclua recibos dos últimos 6 meses e declaração de imposto de renda da pessoa jurídica.
Etapa 3: Obter certidões negativas online no gov.br
Este é o passo que economiza até R$ 800 se feito corretamente. Acesse o site gov.br e solicite as 3 certidões negativas no mesmo dia: federal (Receita), estadual (SEFAZ) e municipal (prefeitura). Todas saem de graça em formato digital e chegam por e-mail em minutos — o cartório cobra R$ 40 a R$ 80 por cada uma, totalizando R$ 120 a R$ 240 que você não precisa gastar.
Imprima essas certidões e leve ao cartório para autenticar cada uma (R$ 8 cada = R$ 24 total) — isso é obrigatório porque o banco só aceita cópias autenticadas. Coloque tudo em uma pasta separada e acompanhe o status de cada certidão pelo sistema do gov.br, que envia confirmação por e-mail. Se alguma certidão indicar débitos ou pendências no seu CPF, resolva antes de apresentar ao banco — débito trabalhista ou federal causa recusa automática.
Etapa 4: Obter documentos do imóvel com vendedor e imobiliária
Solicite ao vendedor ou imobiliária a matrícula atualizada do imóvel junto ao cartório de registro de imóveis — essa é a prova de que o imóvel existe e pertence ao vendedor. Peça também a certidão de ônus reais, que comprova se existem hipotecas, penhoras ou ações judiciais contra o imóvel. Ambas as certidões custam entre R$ 0 (se consultar online) e R$ 40 no cartório, e são fundamentais para o banco liberar o financiamento.
Pegue cópia autenticada do RG e CPF do vendedor, além de sua certidão de casamento ou nascimento atualizada — o banco precisa confirmar que o vendedor tem poder legal para vender o imóvel sem conflitos matrimoniais. Se o imóvel tem condomínio, peça também a última taxa paga e extrato de débitos. Organize esses documentos em pasta separada porque o gerente do banco vai pedir para conferir uma por uma durante a análise de crédito.
Etapa 5: Organizar pasta completa e fazer 3 cópias autenticadas
Separe tudo em ordem cronológica dentro de uma pasta clara ou envelope A4 — documentos pessoais primeiro, depois financeiros, depois certidões, por fim documentos do imóvel. Tire 3 cópias autenticadas dessa pasta completa no cartório (custa R$ 8 por página autenticada, totalizando R$ 40 a R$ 80 para 5-10 páginas). Uma cópia você leva ao banco, outra fica com você como prova e a terceira com a imobiliária.
Verifique se nenhum documento tem mais de 90 dias de emissão — essa é a causa número 1 de rejeição silenciosa dos bancos. Leve tudo pessoalmente ao gerente do banco e peça para ele revisar na sua frente, anotando qualquer documento que falte. Se disser que precisa de mais alguma coisa, corrija dentro de 2 dias úteis porque prazos de financiamento geralmente são curtos. Mantenha cópia digital em PDF no seu e-mail ou Google Drive como backup, sem custo.
O segredo que ninguem conta
Tire todas as certidões negativas pelo gov.br no mesmo dia: sai de graça e evita filas no cartório que cobram R$ 40-80 cada
A maioria dos brasileiros não sabe que o gov.br emite certidões negativas federal, estadual e municipal de forma integrada no mesmo portal, 100% grátis e com validade idêntica às expedidas em cartório físico. Se fizer tudo no mesmo dia (segunda-feira de manhã é ideal para evitar filas virtuais), você recebe as 3 certidões por e-mail antes do almoço e economiza R$ 120 a R$ 240 em taxas cartoriais. O Banco Central de Brasil reconhece plenamente essas certidões digitais, então não é uma questão de qualidade — é pura economia de tempo e dinheiro.
Erros que os brasileiros mais cometem
- Apresentar documentos vencidos (mais de 90 dias): Causa recusa automática do banco — você precisa emitir novos RG, CPF e certidões, custando R$ 40 a R$ 100 extra e atrasando 2-3 semanas o processo de aprovação.
- Esquecer certidões do cônjuge mesmo em separação de bens: O banco exige estado civil comprovado de ambos os cônjuges por lei — esquecer isso gera reprovação automática e obriga a reiniciar o processo do zero, perdendo 10-15 dias úteis.
- Não conferir pendências no CPF antes de apresentar ao banco: Débitos trabalhistas, federais ou municipais causam rejeição instantânea — você precisa regularizar tudo antes, o que pode custar R$ 500 a R$ 2.000 e levar 30 dias de burocracia.
- Misturar cópias simples com autenticadas: Bancos rejeitam cópias simples — você precisa autenticar tudo novamente no cartório, pagando R$ 8 por página e perdendo 3-5 dias úteis na fila.
- Não fazer backup digital dos documentos originais: Perder documentos obriga reemissão de tudo (R$ 200-300 em custas), enquanto cópia em PDF no e-mail é grátis e evita esse transtorno completamente.
Calculadora rapida: Custo total = (certidões cartório × R$ 50) + autenticações × R$ 8 | Fazer online gov.br = R$ 0. Exemplo: 10 páginas autenticadas = R$ 80 + 3 certidões negativas = R$ 150 (cartório) vs R$ 24 (autenticação gov.br) = economia de R$ 126. Multiplicado por 1 semana economizada sem despachante = R$ 600-800 a menos na sua conta bancária.
Comparativo: DIY online gov.br R$ 0-50 em 3-5 dias vs Despachante R$ 600-800 em 2 dias vs Cartório tradicional R$ 300-400 em 1 semana
| Opcao | Custo | Tempo | Resultado |
|---|---|---|---|
| DIY online gov.br | R$ 0-50 (apenas autenticações) | 3-5 dias úteis | Documento 100% válido, controle total, máxima economia |
| Despachante profissional | R$ 600-800 | 2 dias úteis | Rápido mas caro, perde autonomia, pode ter erros do terceiro |
| Cartório tradicional | R$ 300-400 | 1 semana | Confiável mas lento, fila física, custos extremos por página |
Para a maioria dos brasileiros classe média, a opção DIY gov.br é a melhor escolha: você economiza R$ 600-800 que pode ir direto para sua reserva de emergência ou abatimento de juros do financiamento. Se tem pressa extrema e não quer mexer com burocracia, despachante vale a pena — caso contrário, dedique 3-5 dias e resolva tudo de casa.
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FAQ — Perguntas frequentes
Quanto tempo leva para conseguir aprovação do financiamento depois de entregar todos os documentos?
Em média 5-10 dias úteis se todos os documentos estão corretos e sem pendências. O Banco Central do Brasil padroniza esse prazo, mas alguns bancos conseguem acelerar para 2-3 dias se você tiver renda alta comprovada. Se há alguma pendência (débito no CPF, documento vencido), o prazo pode se estender para 30-45 dias.
Posso usar cópias simples de documentos ou precisa ser autenticada mesmo?
Bancos exigem cópias autenticadas por lei — cópias simples são rejeitadas automaticamente. Custa R$ 8 por página no cartório ou você consegue grátis no gov.br para alguns documentos. Não tente burlar isso porque seu processo será arquivado e você precisará começar tudo de novo, desperdiçando tempo e dinheiro.
Qual é a validade de cada documento para financiamento imobiliário?
RG, CPF, certidão de casamento/nascimento e comprovante de residência: máximo 90 dias. Extrato FGTS e contracheques: últimos 3 meses. IR: últimas 2 declarações anuais. Certidões negativas: máximo 90 dias. Matrícula do imóvel: sem prazo se atualizada, mas confirme com banco. Documentos vencidos causam rejeição automática e obrigam reemissão completa.