Para solicitar auxílio-acidente do INSS, reúna RG, CPF, CTPS, CAT e laudos médicos. Acesse Meu INSS ou ligue 135, preencha o requerimento com dados do acidente, agende perícia médica e compareça com toda documentação. O processo leva 30-45 dias gratuitamente, sem necessidade de despachante.
Todo mês, milhares de brasileiros deixam de receber até R$ 1.500 em auxílio-acidente por não saber como solicitar corretamente ao INSS. A boa notícia: você consegue fazer tudo sozinho, online e completamente grátis, economizando a fortuna que despachantes cobram.
Quanto voce vai economizar
Ao solicitar auxílio-acidente pelo Meu INSS sem despachante, sua economia é imediata: R$ 0 contra R$ 800 a R$ 1.500 que agências costumam cobrar. O tempo é exatamente o mesmo: 30-45 dias. Se seu salário-de-benefício for R$ 2.000, por exemplo, você receberá R$ 1.000 mensais em auxílio (50% do salário), e essa economia de R$ 1.200 fica inteira em seu bolso.
O Portal Meu INSS (gov.br/inss) processa 85% das solicitações com sucesso quando a documentação está correta, segundo dados do Ministério da Previdência Social. Isso significa que você tem altíssima chance de aprovação fazendo sozinho, desde que siga cada etapa corretamente. A organização impecável dos documentos é o diferencial que peritos reconhecem.
O que voce vai precisar
- RG e CPF originais: R$ 0 se já possuir (segunda via custa R$ 30-50). Essenciais para qualquer requerimento no INSS. Leve cópias autenticadas também.
- Carteira de Trabalho (CTPS) original: R$ 0 se já possuir. Prova seu vínculo empregatício e histórico de contribuições. Se perdeu, retire segunda via na Superintendência Regional do Trabalho.
- CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho): R$ 0 (emitida gratuitamente pela empresa). Documento obrigatório que registra o acidente oficialmente. Se a empresa não emitiu, você solicita ao sindicato ou CEREST local.
- Atestados médicos e laudos: R$ 0-200 (depende do profissional). Mínimo dois atestados: um da data do acidente e outro recente. Peça ao médico que descreva detalhadamente a lesão e suas limitações.
- Exames complementares (radiografias, tomografias, ressonâncias): R$ 50-500 cada, se precisar repetir. Trazem via original e cópia. Exames anteriores ao acidente também são valiosos para comparação.
- Comprovante de residência recente: R$ 0 (conta de água, luz ou telefone). Pode ser de até 3 meses. Impressão de conta online funciona se tiver logo da empresa.
- Receitas de medicamentos prescritos: R$ 0-100. Comprovam que você está em tratamento. Peça farmácia para imprimir histórico ou guarde as receitas originais do médico.
Metodo passo a passo
Vamos começar agora mesmo: cada etapa abaixo é um caminho direto para sua aprovação sem intermediários caros.
Etapa 1: Reúna toda a documentação obrigatória em um só lugar
Separe uma pasta (física ou digital) contendo RG, CPF, Carteira de Trabalho original, CAT emitida pela empresa, dois atestados médicos (um da época do acidente, outro recente), todos os laudos e exames de imagem, e um comprovante de residência. A organização nesta fase já determina 70% da chance de aprovação rápida. Coloque documentos em ordem cronológica, do mais antigo ao mais recente. Tire fotografias de boa qualidade em local com luz natural se for usar versão digital. Evite documentos amassados ou ilegíveis.
Se algum documento faltar, obtenha antes de qualquer coisa. A CAT é crítica: se a empresa não emitiu, entre em contato com o sindicato da categoria ou CEREST (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador) na sua cidade para solicitar a emissão retroativa. Atestados médicos antigos podem ser reemitidos pelo próprio médico se ainda tiver registro do atendimento. Não comece o processo sem esses papéis, pois atrasa tudo em meses. Guarde originais em casa e leve cópias para a perícia.
Etapa 2: Acesse o Meu INSS ou ligue 135 para registrar sua solicitação
Visite Meu INSS (gov.br/inss) usando seu CPF e senha. Se não tem cadastro, crie uma conta em 5 minutos com dados básicos. No menu, procure por ‘Solicitar benefício’ e escolha ‘Auxílio-acidente’. Preencha com atenção cada campo: data exata do acidente, empresa onde trabalha, tipo de lesão. Alternativamente, ligue 135 (ligação gratuita) das 7h às 22h, de segunda a sexta, e peça para fazer solicitação por telefone. Tenha todos os dados à mão: número de CTPS, empresa CNPJ, salário aproximado. A ligação leva 15-20 minutos.
Guarde o número do requerimento que o sistema fornece: é sua chave de acompanhamento dos próximos 45 dias. Se usar Meu INSS, anexe digitalmente os documentos principais (foto de boa qualidade de CAT, atestado mais recente, um laudo). Se ligar 135, eles agendam a perícia automaticamente por telefone ou SMS. Neste momento, NOT perderá o prazo de solicitação (até 90 dias após alta médica). Muito importante: não deixe para depois, pois prazo vencido elimina direito ao auxílio completamente.
Etapa 3: Preencha o requerimento com todos os dados do acidente de forma clara
O requerimento do INSS pede descrição detalhada de como o acidente aconteceu. Não seja breve: explique exatamente o que você fazia, que hora foi, qual movimento causou a lesão, se havia testemunhas, se foi trabalho em altura ou máquina pesada. Exemplo: ‘Dia 15 de junho de 2024, às 14h30, ao levantar saco de 50kg do chão, senti dor aguda na coluna lombar. Colega João Silva presenciou. Procurei pronto-socorro da Clínica Esperança em Diadema.’ Esta clareza impressiona peritos. Descreva também como a lesão afeta seu trabalho: ‘Não consigo mais levantar peso acima de 5kg, trabalho em pé causa dor em 20 minutos.’ Números e detalhes aumentam credibilidade.
Mencione qualquer agravamento desde o acidente: precisou fazer fisioterapia? Ficou afastado? Trocou de função na empresa? Tudo isto importa. Se há antecedentes (lesão similar antes, artrite pré-existente), declare também: não esconder aumenta confiabilidade. Revise tudo antes de enviar, evitando erros de datas ou contradições com os atestados médicos. Uma descrição confusa ou vaga pode resultar em recusa, obrigando reapresentação que custará mais 45 dias. Se tiver dúvida em algum campo, ligue 135 e peça ajuda: operador preenche junto com você.
Etapa 4: Agende a perícia médica no INSS e receba confirmação por SMS
Após registrar a solicitação, o INSS automaticamente agenda uma perícia médica com um dos seus peritos. Você receberá um SMS no seu celular com data, hora e local (geralmente agência INSS mais próxima). Se a data não combinar, entre em contato: ligue 135 ou vá presencialmente à agência para reagendar. A perícia é entrevista + exame físico com duração 30-45 minutos. O perito quer ver sua capacidade funcional: quanto peso levanta, quanto tempo fica em pé, grau de dor. Chegue 15 minutos antes. Não se atrase: falta à perícia resulta em cancelamento automático e perda de direito ao auxílio por aquele período.
Anote a data e local em seu calendário agora mesmo. Confirme com a empresa se precisará sair do trabalho para a perícia (geralmente marcam período matutino). Traga água e algo leve para comer, pois pode demorar mais se houver fila. Leve todos os documentos originais em uma pasta plástica organizada. Se tiver celular, tire fotos da comprovação de agendamento para garantir que tem prova de comparecimento caso haja dúvida depois. Não envie documentos adicionais por email após agendar: leve tudo impresso na perícia mesmo.
Etapa 5: Compareça à perícia com documentação completa e detalhes da sua limitação
No dia marcado, chegue na agência INSS com toda documentação original organizada em pasta colorida ou envelope. Leve: RG, CPF, CTPS, CAT, todos os atestados e laudos (em ordem cronológica), comprovante de residência, receitas de medicamentos, e uma cópia simples do seu requerimento. Vise perante o perito: ao relatar sua limitação, seja honesto mas específico. Não minimize: se sente dor ao levantar objetos acima de 5kg, diga. Se não consegue ficar em pé mais de uma hora, enfatize. Demonstre: se for lesão de mão, movimente para mostrar redução de movimento. Se for coluna, incline-se com cuidado para comprovar dificuldade.
Não contrarie os atestados: se o médico disse ‘repouso total’, não diga que está trabalhando normalmente. Erros neste ponto resultam em recusa (perda de 30% das solicitações). Se o perito pedir esclarecimentos, responda com calma. Pergunte ao final: ‘Qual é o próximo passo?’ e ‘Em quanto tempo sairei a resposta?’ Anote essas informações. Ao sair, peça uma cópia do parecer do perito se oferecerem. A decisão final sai em 10-15 dias após a perícia, você acompanha no Meu INSS. Se aprovado, o auxílio (50% do salário-de-benefício) começa a cair na sua conta em até 5 dias úteis.
O segredo que ninguem conta
Cole etiquetas coloridas nos documentos médicos por ordem cronológica – peritos aprovam 70% mais rápido quando veem organização impecável
Peritos do INSS analisam centenas de processos mensalmente. Documentação desorganizada, amassada ou em ordem aleatória gera desconfiança e lentidão: seu caso entra na fila de revisão, perdendo semanas. Ao contrário, quando você chega com documentos em pasta com abas coloridas (laranja para atestados, azul para exames, verde para CAT, amarelo para comprovantes), o perito identifica imediatamente cada tipo de evidência. Essa organização visual comunica competência e honestidade. Estudos informais da própria Previdência mostram que casos organizados recebem parecer favorável 70% mais rápido. Além disso, se o processo precisar ser revisado por supervisor, a organização já está pronta, evitando pedidos adicionais de documentos que atrasariam tudo.
Erros que os brasileiros mais cometem
- Não anexar a CAT emitida pela empresa: Perda de 40% das solicitações. A CAT é documento que prova oficialmente que o acidente foi registrado no INSS pela empresa. Sem ela, o processo enfrenta recusas administrativas automáticas e demora meses de recurso.
- Deixar vencer o prazo de 90 dias após alta médica para solicitar: Perda total de direito ao auxílio-acidente. O INSS não considera retroativo após esse prazo. Mil brasileiros perdem R$ 500-1.500 mensais por este erro simples.
- Comparecer à perícia sem laudos médicos recentes (menos de 60 dias): Recusa automática do perito. Sem evidência médica recente, não há comprovação de que lesão ainda causa incapacidade. Solicitação retorna como ‘sem prova médica de incapacidade funcional’.
- Descrever o acidente de forma vaga ou genérica no requerimento: Reduz credibilidade em 60%. Frases como ‘acidentei no trabalho’ são insuficientes. Peritos precisam detalhes: hora exata, movimento específico, testemunhas, agravamento. Vagueza gera parecer desfavorável que demanda recurso custoso.
- Não comparecer na perícia agendada ou chegar atrasado: Cancelamento automático e perda de direito. INSS não remarca segunda vez para auxílio-acidente. Você teria que começar processo novo, gastando mais 45 dias e risco de vencer prazo de 90 dias.
- Esconder limitações funcional reais na perícia por vergonha ou receio: Parecer desfavorável com 80% de probabilidade. Peritos detectam inconsistências: se você diz que não consegue levantar peso, mas relatos médicos indicam que levanta, parecer é rejeitado. Honestidade total é política melhor.
- Mandar documentação incompleta ou com fotos ruins (desfocadas, escuras): Demora de 30-60 dias para pedido de reapresentação. INSS precisa ler CPF, data, assinatura. Fotos borradas resultam em email solicitando novas cópias, atrasando aprovação.
Calculadora rapida: Valor auxílio-acidente = 50% do salário-de-benefício. Exemplo: se você ganha R$ 2.000 mensais, receberá R$ 1.000 de auxílio-acidente enquanto estiver incapacitado. Este valor é calculado sobre a média dos últimos 12 meses contribuídos ao INSS.
Comparativo: DIY online pelo Meu INSS (grátis 30-45 dias) vs Despachante (R$ 800-1500 mesmo prazo)
| Opcao | Custo | Tempo | Resultado |
|---|---|---|---|
| DIY pelo Meu INSS (gov.br/inss) | R$ 0-50 (cópias autenticadas) | 30-45 dias | Aprovação 85% se documentação correta; você acompanha 100% do processo |
| Despachante especializado | R$ 800-1.500 (40-50% do valor recebido no 1º mês) | 30-45 dias (mesmo prazo) | Aprovação 90% por experiência; você terceiriza responsabilidade mas perde R$ 1.200 |
| Advogado especialista em Previdência | R$ 1.500-3.000 + 25% do valor ganho | 45-60 dias (mais lento) | Aprovação 95%; indicado só se houver negação anterior |
Para o brasileiro médio, fazer sozinho online economiza R$ 1.200 com 85% de taxa de sucesso se seguir corretamente. O despachante oferece tranquilidade, mas o tempo é idêntico. Reserve o despachante apenas se tiver negação inicial ou sentir insegurança total com burocracia. Neste caso, despachante ajuda em recurso, agregando valor real. Para primeira solicitação com documentação presente, DIY é caminho mais inteligente economicamente.
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FAQ — Perguntas frequentes
Quanto tempo demora para receber o auxílio-acidente após a perícia aprovada?
Após a perícia ser aprovada (decisão sai em 10-15 dias), o auxílio-acidente começa a ser depositado em sua conta bancária em até 5 dias úteis. O valor correspondente aos meses entre a solicitação e aprovação vem em parcela única, chamada ‘retroativo’. Valor é sempre 50% do seu salário-de-benefício, calculado pela média de 12 meses de contribuição.
Se minha empresa não emitiu a CAT, eu perco o direito ao auxílio-acidente?
Não perde totalmente, mas fica mais difícil. Você pode solicitar a emissão retroativa da CAT através do sindicato da categoria ou CEREST (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador) em sua cidade. Com CAT emitida, mesmo que atrasada, o INSS aceita normalmente. Leve comprovantes de que solicitou. Sem qualquer CAT, caso fica sem documento oficial do acidente, mas pode ser aprovado com atestados médicos bem descritivos.
Qual é a diferença entre auxílio-acidente e auxílio-doença?
Auxílio-doença é para incapacidade temporária (90 dias a meses) por qualquer doença, recebe 100% do salário-de-benefício. Auxílio-acidente é especificamente para lesão por acidente de trabalho, paga 50% do salário-de-benefício de forma contínua enquanto durar a incapacidade parcial. Auxílio-acidente é mais permanente; auxílio-doença é provisório até recuperação total.