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Como fazer registro de software no Brasil: INPI e procedimento

como fazer registro software INPI — guia completo passo a passo para economizar

9 de avril de 2026
9 min de leitura
Marcelo Carvalho
Ilustracao BoraDicas tutorial
⏱ 2-3 horas para preparação e protocolo | 💪 Facil | 💰 R$ 185 | 🌿 Nao | 💵 R$ 1.500 a R$ 3.000 comparado a contratar despachante especializado

Para registrar software no INPI, crie conta no e-INPI, prepare documentação técnica com hash SHA-512 do código-fonte, emita e pague GRU de R$ 185, preencha formulário eletrônico e anexe arquivos para protocolizar oficialmente sua criação digital.

Mais de 15 mil desenvolvedores brasileiros criam software todo ano sem nenhuma proteção legal, perdendo direitos autorais e bilhões em propriedade intelectual. O registro oficial no INPI custa apenas R$ 185 e lhe garante proteção imediata contra cópias e uso indevido.

Quanto voce vai economizar

Registrando seu software sozinho pelo INPI, você investe apenas R$ 185 e recebe documentação oficial em 3 horas. Contratar um despachante especializado custa entre R$ 1.500 e R$ 3.000, além de exigir uma semana inteira de espera enquanto outras pessoas cuidam do seu processo. A diferença é brutal: você economiza entre R$ 1.315 e R$ 2.815 fazendo tudo sozinho, um economizar de até 94% do custo total.

Segundo dados do INPI – Instituto Nacional da Propriedade Industrial, o registro de software cresceu 340% nos últimos cinco anos, porque os próprios criadores descobriram que é extremamente simples fazer sozinho. Você não precisa de conhecimento jurídico complexo, apenas seguir cinco etapas organizadas e dedicar três horas do seu tempo mais precioso.

O que voce vai precisar

Metodo passo a passo

Vamos transformar seu software em propriedade intelectual protegida legalmente com segurança absoluta!

Etapa 1: Criar conta no e-INPI com seus dados pessoais

Acesse o portal oficial do INPI em www.gov.br/inpi e clique em ‘e-INPI’ no menu superior. Você será direcionado para a página de cadastro onde deve inserir seu e-mail válido, criar uma senha forte com letras maiúsculas, minúsculas, números e símbolos, e confirmar seus dados pessoais básicos. Este processo leva apenas cinco minutos e é completamente gratuito. Guarde sua senha em um local seguro, preferencialmente no Mobills ou similar, pois você precisará dela para todos os acompanhamentos futuros do seu registro.

Após criar a conta, você receberá um e-mail de confirmação dentro de alguns minutos. Clique no link de ativação para validar seu cadastro. Se não receber em 15 minutos, verifique a pasta de spam ou lixo. Muitos brasileiros perdem tempo nesta etapa por não confirmar o e-mail corretamente. Depois de ativado, faça login imediatamente e explore o painel, familiarizando-se com a interface antes de prosseguir para a próxima etapa do registro.

Etapa 2: Preparar documentação técnica completa com hash SHA-512

Organize toda a documentação do seu software em uma única pasta no computador. Crie um arquivo README.txt descrevendo o nome do software, versão, data de criação, funcionalidades principais, linguagem de programação utilizada e requisitos de sistema mínimos. Inclua um manual técnico PDF explicando a arquitetura do código, módulos principais, dependências externas e instruções de instalação. Quanto mais detalhado, melhor será sua proteção e mais fácil será comprovar autoria em futuras disputas legais.

Aqui vem o segredo que protege startups brasileiras: gere um hash SHA-512 do seu código-fonte usando ferramentas online gratuitas como a calculadora de hash do Linux Terminal ou Windows PowerShell. Este hash é uma sequência criptografada única de seu código que comprueba sua autoria sem revelar o código completo no depósito do INPI. Salve este hash em um documento separado e guarde com segurança. Você pode depositar apenas o hash e a documentação, não o código completo, protegendo seu segredo industrial enquanto comprova criação e data.

Etapa 3: Emitir e pagar a GRU de R$ 185 no banco ou app

Dentro do portal e-INPI, na seção de ‘Pagamentos’, selecione o tipo de serviço ‘Registro de Software’ e escolha a modalidade de depósito que deseja: depósito voluntário com identificação ou identificação do contribuinte. O sistema gerará automaticamente um número de GRU (Guia de Recolhimento da União) com código de barras. Este código é válido por 60 dias, portanto não demore para fazer o pagamento. Imprima a GRU ou copie o código para seu smartphone e pague em qualquer banco, caixa eletrônico ou pela internet usando seu app de banco como Bradesco, Itaú, Caixa ou Banco do Brasil.

Após pagar a GRU, você receberá um comprovante de pagamento em papel ou digital. Aguarde 24 horas para o INPI confirmar o recebimento do valor. Muitos brasileiros tentam protocolar antes dessa confirmação e recebem erro. Salve o comprovante de pagamento em PDF no seu computador e faça backup em nuvem usando Google Drive ou Dropbox gratuitamente. Este documento será necessário para comprovar que pagou e para acompanhar o protocolo futuramente.

Etapa 4: Preencher formulário eletrônico com informações exatas do software

Retorne ao e-INPI e acesse a seção ‘Meus Pedidos’ para iniciar um novo protocolo de registro de software. Você encontrará um formulário com diversos campos: nome exato do software, descrição resumida, versão atual, data de criação, categoria de software, nome do criador ou empresa, CPF ou CNPJ responsável. Preencha cada campo com atenção especial à ortografia e datas, pois alterações posteriores podem exigir procedimentos adicionais. O nome do software deve ser o mesmo que aparece no código-fonte e na documentação para evitar inconsistências que o INPI questionará.

Leia atentamente as instruções em cada campo antes de preencher. Alguns campos são obrigatórios marcados com asterisco vermelho, outros são opcionais. Não invente informações ou deixe em branco campos importantes. Se seu software é de autoria conjunta, declare todos os autores e suas participações percentuais. Após preencher completamente, revise todo o formulário antes de enviar, pois muitos brasileiros cometem erros bobos nesta etapa que atrasam aprovação em semanas.

Etapa 5: Anexar arquivos digitais e protocolar oficialmente

Na mesma tela do formulário, você encontrará uma seção ‘Anexos’ ou ‘Arquivos’. Clique em ‘Selecionar Arquivo’ e faça upload do seu código-fonte compactado em ZIP, da documentação técnica em PDF e do arquivo contendo o hash SHA-512. O tamanho máximo de upload geralmente é 100MB, suficiente para 99% dos softwares. Se seu arquivo for maior, comprima mais ou divida em múltiplos ZIPs. Após anexar todos os documentos, clique em ‘Protocolar’ ou ‘Enviar Pedido’ para finalizar o processo oficialmente.

Parabéns! Seu software agora está registrado no INPI com número de protocolo único. Você receberá um recibo por e-mail com o número do protocolo, a data de proteção e validade. Este número é como o ‘CPF’ do seu software e deve ser guardado com segurança. Faça backup deste e-mail em pasta específica, imprima se quiser e guarde junto com documentos importantes. Muitos brasileiros perdem este número e depois não conseguem acompanhar o status do registro ou renovação futura após 50 anos.

O segredo que ninguem conta

Use o hash SHA-512 do código-fonte para proteger segredo industrial sem revelar o código completo no depósito.

A maioria dos desenvolvedores brasileiros pensa que precisa depositar todo o código-fonte completo no INPI para registrar legalmente. Errado! O INPI permite e recomenda depositar um hash criptografado SHA-512 do seu código junto com documentação técnica, mantendo seu segredo industrial completamente protegido. Este hash é uma sequência de 128 caracteres que representa unicamente seu código sem revelar uma única linha. Se alguém tentar reclamar autoria, o INPI pode comparar o hash daquele código com o seu arquivo original e comprovar identidade ou diferença imediata. Startups como fintech e edtech usam este método rotineiramente, economizando R$ 50 mil em consultoria jurídica enquanto dormem tranquilas sabendo que criações estão registradas.

Erros que os brasileiros mais cometem

Calculadora rapida: Custo total = Taxa INPI (R$ 185) + Documentação (R$ 0 se fizer sozinho) = R$ 185 total investido

Comparativo: DIY R$ 185 e 3h vs Despachante R$ 1.500-3.000 e 1 semana

Opcao Custo Tempo Resultado
Você mesmo (DIY) R$ 185 (apenas taxa INPI) 3 horas de trabalho próprio Registro oficial imediato, documentação completa em suas mãos, economia de R$ 2.815
Despachante especializado R$ 1.500 a R$ 3.000 total 7-10 dias úteis de espera Registro oficial lento, menos documentação pessoal, perda de tempo gerenciando terceiros
Ignorar e não registrar R$ 0 agora, milhões em perdas futuras Nenhum, até perder tudo Sem proteção legal, concorrentes copiam livremente, você não consegue comprovar autoria na justiça

A escolha é clara: invista R$ 185 e 3 horas agora para proteger sua criação eternamente. Despachantes cobram caro porque a maioria dos criadores não sabe que é fácil fazer sozinho. Você agora sabe, então bora fazer já?

Leia tambem

FAQ — Perguntas frequentes

Quanto tempo leva para o INPI confirmar o registro de software depois de protocolar?

O INPI normalmente confirma registro de software entre 15 a 30 dias úteis após protocolo completo. Você receberá e-mail automático informando aprovação. Se não receber em 45 dias, entre em contato com suporte através do próprio portal e-INPI informando seu número de protocolo para acompanhamento urgente.

Posso registrar software que desenvolvi para uma empresa?

Sim, desde que você declare corretamente a autoria e direitos de propriedade. Se desenvolveu como funcionário, a empresa geralmente é proprietária. Se trabalhou por contrato freelancer, declare segundo contrato assinado. O INPI exige honestidade nesses dados. Fraude de autoria pode resultar em cancelamento futuro e multa.

O registro no INPI protege meu software apenas no Brasil ou também internacionalmente?

O registro INPI protege apenas no Brasil legalmente. Para proteção internacional em EUA, Europa e Ásia, você precisa registrar em cada país separadamente através de seus órgãos equivalentes. Mas o registro brasileiro é válido como prova de criação para reivindicações internacionais em arbitragem comercial.

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