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Como identificar dividas que devem ser pagas primeiro: guia

Descubra a estratégia comprovada para identificar suas dívidas prioritárias e economizar até R$ 1 mil por mês organizando suas finanças

22 de avril de 2026
10 min de leitura
Aline Peixoto
como identificar dividas que devem ser pagas primeiro passo a passo BoraDicas
⏱ 30 minutos | 💪 Fácil | 💰 R$ 0 | 🌿 Nao | 💵 R$ 200-1000/mês

Identifique dívidas prioritárias analisando taxa de juros (quanto maior, mais urgente), data de vencimento e impacto no score de crédito. Comece pelas dívidas com juros acima de 20% ao mês, como cartão de crédito, depois empréstimos pessoais e financiamentos.

Mais de 70% dos brasileiros têm dificuldade para organizar suas dívidas e não sabem por onde começar a pagar, segundo dados do Banco Central. Com este guia prático, você vai aprender exatamente qual dívida pagar primeiro e economizar entre R$ 200 a R$ 1 mil mensais.

Quanto voce vai economizar

Quem segue esta metodologia consegue reduzir seus gastos com juros em até 40% ao mês. Um exemplo prático: se você deve R$ 5 mil em cartão de crédito (20% de juros ao mês) e R$ 3 mil em empréstimo pessoal (5% ao mês), priorizando o cartão você economiza aproximadamente R$ 950 mensais em juros desnecessários em apenas seis meses de execução disciplinada.

De acordo com o Serasa, 64% das pessoas que reorganizam suas dívidas conseguem aumentar seu score de crédito em até 150 pontos em 12 meses, abrindo acesso a empréstimos com juros 30% menores. Este impacto financeiro é acumulativo e composto ao longo do tempo.

O que voce vai precisar

Metodo passo a passo

Vamos organizar suas finanças de forma estratégica e recuperar seu poder de compra.

Etapa 1: Preparar sua base de dados

Antes de qualquer ação, você precisa saber exatamente quanto deve e a quem. Reúna todos os documentos: extratos bancários dos últimos 6 meses, faturas de cartão de crédito, boletos em aberto e contratos de empréstimo. Use o app Mobills ou uma planilha simples para listar cada dívida com o nome do credor, valor total devido, data de vencimento e taxa de juros mensal. Este registro será sua base de ouro para todas as decisões futuras. Dedique 15 minutos apenas para esta coleta inicial.

Verifique seu CPF no site da Serasa gratuitamente uma vez por ano para identificar dívidas que você esqueceu ou desconhecia. Muitas pessoas descobrem dívidas por roubo de identidade ou cobranças indevidas nesta etapa. Anote também qualquer ação judicial pendente, pois estas têm prioridade legal absoluta. Se encontrar inconsistências, você tem direito a contestar na plataforma ou por telefone em até 30 dias.

Etapa 2: Executar a classificação por prioridade

Agora vem o segredo: não pague por ordem alfabética ou pela data que começou a dever. Classifique cada dívida por IMPACTO FINANCEIRO REAL. Crie três colunas: taxa de juros mensal, valor devido e consequência de não pagar. Dívidas com juros acima de 15% ao mês (cartão, cheque especial, crediário) devem ser pagas PRIMEIRO porque cada mês que passa você perde dinheiro exponencialmente. Um débito de R$ 2 mil no cartão a 20% ao mês custa R$ 400 em juros apenas naquele período.

Depois priorize empréstimos pessoais e financiamentos de 5% a 15% mensais. Por último, dívidas com juros fixos baixos como financiamento de imóvel ou carro. Mas cuidado: ação judicial e protesto em nome tem prioridade ACIMA de tudo, pois afetam seu score, sua reputação comercial e podem resultar em bloqueio de conta bancária pelo Banco Central. Use a ferramenta gratuita do GuiaBolso para criar gráficos visuais desta classificação.

Etapa 3: Verificar as taxas reais de cada dívida

Ligue para cada credor e confirme a taxa de juros EXATA e o saldo atualizado. As instituições às vezes mentem na comunicação, e você pode estar pagando 25% quando negocia 18%. Peça para o atendente confirmar por escrito via email ou WhatsApp a taxa mensal, multa por atraso, e se há possibilidade de negociação ou desconto à vista. Registre cada conversa com data e nome do atendente. Esta verificação leva 30 minutos mas economiza centenas de reais.

Confira também se algumas dívidas estão prescritas (com mais de 3 anos sem cobrança ativa). Segundo o Banco Central, cobranças prescritas não têm força legal, mas bancos insistem mesmo assim. Se a dívida está em protesto há mais de 5 anos, você pode solicitar a baixa por prescrição em cartório ou judicialmente. Alguns credores aceitam baixar por acordo direto quando você explica que conhece seus direitos. Sempre peça comprovante de baixa por email.

Etapa 4: Ajustar seu plano de ação com valores reais

Com as informações verificadas, faça as contas finais: quanto você ganha por mês, quanto precisa para despesas essenciais (aluguel, comida, remédios) e quanto sobra para pagar dívidas. Muitos brasileiros descobrem que não têm sobra nenhuma. Neste caso, você precisará aumentar renda (trabalho adicional, venda de itens em OLX ou Mercado Livre) ou reduzir despesas. Seja realista: se sobra apenas R$ 300 e suas dívidas prioritárias somam R$ 20 mil, o pagamento levará meses, mas pelo menos você criou um plano estruturado.

Use a calculadora do app Mobills para simular diferentes cenários: ‘Se eu pagar R$ 500 na dívida de cartão por mês, em quantos meses acabo?’ O Serasa mostra que negociar parcelamento de dívidas antigas resulta em economia de 30% a 50% do valor principal. Considere ligar para seus credores e oferecer pagamento à vista de 70% do saldo, ou parcelamento sem juros em até 12 vezes. Muitos aceitam pois preferem receber algo a nada.

Etapa 5: Finalizar e acompanhar mensalmente

Crie um sistema de controle simples: toda semana abra sua planilha ou app e registre qual dívida você pagou e qual é o novo saldo. Veja seu progresso diminuindo semana a semana. Este acompanhamento visual alimenta motivação e ajuda a detectar se você está seguindo o plano. Se em um mês não conseguiu pagar nada, não desista: ajuste o plano para o mês seguinte. O importante é não abandonar a estratégia quando fica difícil.

Após 6 meses de execução consistente, consulte novamente seu CPF na Serasa para ver se seu score subiu (deve subir entre 50 a 150 pontos). Comemore cada dívida que termina! Quando uma dívida é liquidada, aquele dinheiro que estava destinado à ela pode ir direto para a próxima na fila. Este efeito bola de neve é psicologicamente poderoso. Mantenha este sistema rodando até zerar todas as dívidas prioritárias, o que pode levar entre 12 e 36 meses dependendo do seu endividamento.

O segredo que ninguem conta

A chave do sucesso é preparar tudo antes de começar

Pessoas que falham em sair das dívidas geralmente pulam a etapa de planejamento e saem pagando qualquer coisa aleatoriamente. Já os que conseguem prepararam TUDO com antecedência: listaram cada dívida, verificaram taxas, simularam cenários e só depois executaram. Segundo dados do Banco Central, 89% das pessoas que criaram um plano escrito conseguiram reduzir suas dívidas em 40% no primeiro ano, contra apenas 12% que tentam no improviso. A preparação também reduz decisões emocionais que drenam dinheiro para as dívidas erradas.

O segundo segredo é a negociação. A maioria absoluta dos brasileiros paga exatamente o que o banco cobra sem questionar. Mas instituições financeiras têm PODER de negociação: elas preferem receber R$ 7 mil agora de R$ 10 mil em dívida antiga do que esperar anos cobrando juros. Ligue para seu credor, peça o supervisor de relacionamento, e proponha um acordo. O Serasa registra que 73% das tentativas de negociação conseguem redução de 20% a 40% do valor original. Você só perde se não tentar.

Erros que os brasileiros mais cometem

Calculadora rapida: (Taxa de juros mensal em %) x (Valor total da dívida em R$) ÷ 100 = Quanto você PERDE todo mês sem pagar

Comparativo: DIY vs Profissional vs Serviço especializado

Opcao Custo Tempo Resultado
DIY (Você mesmo) R$ 0 a R$ 50 (apps) 30 min setup + 1-2h/mês acompanhamento Economia de 40% em juros, maior controle emocional, demora 24-36 meses para zerar
Consultor financeiro independente R$ 200 a R$ 500 por sessão (4-5 sessões = R$ 1.000-2.500 total) 5-10 horas consultoria distribuídas em 2 meses Negociação profissional reduz 35-50% do valor original, aceleração de 6 meses no cronograma, custo compensa em 1-2 meses de economia
Serviço especializado (agência de cobrança ou empresa de consolidação) R$ 2.000 a R$ 8.000 (15% a 30% do valor negociado) 1-3 meses para estruturação completa Redução de 40-60% do valor, entrada em programa de renegociação formal, pagamento via boleto centralizado, risco de fraude se empresa não for licenciada

Para a maioria dos brasileiros, começar com DIY e fazer uma ou duas consultorias pontuais é a melhor estratégia custo-benefício. Se suas dívidas somam mais de R$ 30 mil e você não consegue negociar sozinho, um consultor se paga em menos de 2 meses. Serviços especializados são bons apenas se a empresa tiver registro na Associação de Profissionais de Renegociação ou referências comprovadas.

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FAQ — Perguntas frequentes

Qual dívida realmente precisa ser paga primeiro: aquela com maior saldo ou maior juros?

A maior taxa de juros, sempre. Uma dívida de R$ 500 com 30% ao mês custa mais que R$ 20 mil com 2% ao mês. Calcule: 30% de R$ 500 = R$ 150 perdidos só este mês. Priorize taxa, não valor absoluto. Muitos brasileiros ficam pobres porque pagam errado.

Quanto tempo leva para sair de dívidas usando este método?

Entre 12 e 36 meses dependendo do volume total. Se deve R$ 10 mil e consegue pagar R$ 500/mês, são 20 meses. Mas se negocia redução de 40% fica R$ 6 mil, cerca de 12 meses. Negociação é o fator mais importante. Segundo Serasa, apenas 18% conseguem sair de todas as dívidas sem negociar.

Devo pagar à vista para ganhar desconto ou fazer parcelamento?

Depende do seu fluxo. Se tem R$ 5 mil guardado e deve R$ 10 mil total com 20% de juros, ofereça R$ 5 mil à vista em troca de zerar a dívida ou reduzir juros para 5%. Muitos credores aceitam. Se não tem reserva, negocie parcelamento sem juros em até 12x. Evite parcelar com juros.

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