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Como precificar produtos artesanais: guia prático para economizar

Descubra como precificar seus produtos artesanais corretamente e organize suas finanças para sair das dívidas de forma prática

22 de avril de 2026
10 min de leitura
Aline Peixoto
como precificar produtos artesanais passo a passo BoraDicas
⏱ 30 minutos | 💪 Fácil | 💰 R$ 0 | 🌿 Nao | 💵 R$ 200-1000/mês

Precificar produtos artesanais significa somar custo de matéria-prima, mão de obra, impostos e margem de lucro. Use a fórmula: Custo Total ÷ (1 – Margem desejada) = Preço final. Para um produto com R$ 15 de custo e 50% de margem, o preço final é R$ 30.

Milhares de artesãos brasileiros perdem dinheiro ao vender produtos muito barato, não cobrindo custos reais e agravando dívidas pessoais. Este guia prático mostra como precificar corretamente e economizar entre R$ 200 a R$ 1.000 mensais reorganizando suas finanças.

Quanto voce vai economizar

Um artesão que vende 50 produtos por mês com preço errado perde entre R$ 300 a R$ 800 mensalmente. Ao precificar corretamente, o mesmo volume gera lucro líquido de R$ 500 a R$ 1.200, uma diferença de até R$ 2 mil por mês. Em um ano, essa organização representa R$ 6 a R$ 12 mil economizados ou ganhos extras para quitar dívidas.

Dados do SEBRAE mostram que 43% dos pequenos negócios artesanais fecham nos primeiros dois anos por falta de controle de custos e precificação inadequada. Quando o empreendedor adota um sistema de cálculo correto, a taxa de sobrevivência do negócio aumenta para 78% e o lucro mensal cresce 45% em média.

O que voce vai precisar

Metodo passo a passo

Vamos transformar seu negócio artesanal em uma operação lucrativa com preços inteligentes e controle real de gastos.

Etapa 1: Preparar materiais e ambientes necessarios

Reúna tudo que você precisa antes de começar: caderno, caneta, extrato bancário dos últimos 30 dias e acesso aos seus gastos. Se não tiver extratos em mãos, abra o app do seu banco agora e baixe os últimos três meses de movimentação. Tenha também uma lista de todos os produtos que você cria — quanto custa cada matéria-prima, quanto tempo leva para fazer. Essa organização inicial economiza tempo e evita erros de cálculo.

Encontre um local calmo para trabalhar por 30 minutos sem distrações. Se usar Google Sheets, crie uma planilha simples com colunas: ‘Produto’, ‘Custo de Matéria-Prima’, ‘Tempo (horas)’, ‘Valor da Sua Hora’, ‘Impostos’, ‘Preço Final’. Ou se preferir o caderno, desenhe uma tabela com essas mesmas informações. Apps como Mobills ajudam a sincronizar dados, mas comece simples — o importante é começar agora, não esperar tecnologia perfeita.

Etapa 2: Calcular custos reais de cada produto artesanal

Liste cada matéria-prima usada no seu produto com o valor exato que você paga. Se uma blusa artesanal usa 1,5 metros de tecido a R$ 25 por metro (R$ 37,50), linha a R$ 8, botões a R$ 12 e etiqueta a R$ 2, o custo total é R$ 59,50. Não esqueça custos indiretos: aluguel do espaço de trabalho dividido pelo número de produtos, água, energia, internet. Se seu aluguel é R$ 600 e você faz 30 produtos por mês, adicione R$ 20 por produto nesse cálculo.

Tenha cuidado para não ignorar gastos pequenos — eles são o maior erro dos artesãos iniciantes. Aquele supositório de cola de R$ 8, o filme plástico de proteção de R$ 15, a tinta de carimbo de R$ 12 — todos esses devem entrar na conta. Use o app Mobills para registrar cada compra de insumo, categorizando como ‘Custo de Produção’. Ao final do mês, divida o total de gastos pelo número de produtos fabricados para ter o custo unitário exato. Essa precisão diferencia quem lucra de quem quebra.

Etapa 3: Verificar resultado e revisar os numeros

Depois de calcular custos, verifique se está correto repetindo o cálculo. Se um produto custa R$ 59,50 em matéria-prima e mais R$ 20 em custos indiretos, são R$ 79,50 de investimento. Agora considere o tempo: se você leva 2 horas para fazer uma blusa e decide ganhar R$ 30 por hora de trabalho, adicione R$ 60 ao custo. Preço mínimo de venda: R$ 139,50. Mas você precisa de lucro, então multiplique por 1,5 ou 2 para ter margem de segurança e imposto.

Revise também seus custos fixos mensais: aluguel, água, energia, internet, impostos como DAS ou MEI. Se você gasta R$ 1.200 mensais com custos fixos e faz 40 produtos, deve ganhar pelo menos R$ 30 por produto só para cobrir essas despesas. Combine isso com o lucro esperado. Exemplo: R$ 79,50 (matéria-prima) + R$ 30 (custo fixo distribuído) + R$ 60 (sua mão de obra) + R$ 50 (lucro e impostos) = R$ 219,50. Esse é seu preço mínimo nessa blusa. Não venda por menos — você estará perdendo dinheiro e aumentando dívidas.

Etapa 4: Ajustar preços conforme mercado e competencia

Seu preço mínimo é R$ 219,50, mas qual é o preço no mercado? Pesquise em plataformas como Mercado Livre, OLX e Instagram quantas lojas similares vendem produtos parecidos e por quanto. Se a concorrência vende blusas artesanais a R$ 189, seu preço está acima e você precisa melhorar eficiência de custos ou oferecer algo diferente — customização, materiais premium, design exclusivo. Se todos vendem a R$ 350 ou mais, ótimo: você tem espaço para lucrar bem.

Não caia na armadilha de baixar preço para ‘vender mais rápido’ — essa é a maior causa de endividamento entre artesãos. Se vender 10 unidades a preço errado, perde mais do que ganharia vendendo 3 unidades ao preço correto. Use seu conhecimento de mercado, mas nunca venda abaixo do custo total + lucro mínimo. Ferramentas como o GuiaBolso ajudam a monitorar se seus ganhos cobrem seus gastos fixos reais. Faça ajustes pequenos e teste — aumentar R$ 10 em um produto que vende 20 unidades por mês é R$ 200 extra mensal, o suficiente para começar a pagar dívidas.

Etapa 5: Finalizar, testar e validar com o mercado real

Defina seus preços finais e teste com pelo menos 5 clientes reais. Venda para amigos, família ou em uma rede social, registrando tempo de venda, feedback e quanto realmente ganhou. Depois de 30 dias com os novos preços, analise: você vendeu? Clientes reclamaram do preço? Você conseguiu ganhar o lucro que planejou? Essas respostas mostram se seu cálculo estava correto ou se precisa ajustar novamente.

Use apps como Mobills para registrar cada venda e cada gasto, criando um histórico claro de quanto você realmente lucra. Ao final de dois meses, você terá dados reais para decidir se aumenta, diminui ou mantém preços. Muitos artesãos descobrem que podem até reduzir custos melhorando processos, não apenas aumentando preço. Talvez trocar de fornecedor de matéria-prima economize 15%, ou produzir em lotes maiores reduza tempo por unidade. Esses ajustes, somados a preços corretos, transformam endividados em empreendedores lucrativos.

O segredo que ninguem conta

Anote tudo por 30 dias antes de cortar gastos — você vai se surpreender com onde o dinheiro vai

A maioria dos artesãos falha porque não sabe exatamente quanto custa produzir. Gastam por instinto, sem registrar. O segredo é simples: anote cada real gasto em matéria-prima, transporte, energia e até café durante o trabalho por 30 dias inteiros. Segundo dados do Banco Central, brasileiros que rastreiam gastos por 30 dias economizam 23% nos meses seguintes apenas mudando comportamento. Para artesãos, esse rastreamento revela onde o lucro sumiu — talvez você esteja comprando insumos caros demais, ou desperdiçando material, ou investindo em coisas que não agregam valor à produção.

Depois de 30 dias anotando, você terá a verdade dos números nas mãos. Então sim, corte o excesso identificado. Um artesão que descobriu gastar R$ 300 em matéria-prima de baixa qualidade (que gera devoluções) e mudou para fornecedor de R$ 180 com melhor qualidade, economizou R$ 120 diretos e ganhou clientes que não devolvem — resultado líquido de R$ 300 a R$ 400 por mês. Esse é o poder de anotar tudo. Sem esse registro, você segue cego, precificando errado e aumentando dívidas mês a mês.

Erros que os brasileiros mais cometem

Calculadora rápida: (Custo Matéria-Prima + Custos Indiretos Distribuídos + Valor da Sua Hora de Trabalho) × Margem de Lucro Desejada = Preço Final de Venda

Comparativo: Com planejamento vs Sem planejamento

Opcao Tempo de Organização Resultado Mensal Impacto Anual
Com precificação correta + controle de custos 2 horas por mês Economiza/lucra R$ 300 a R$ 500 R$ 3.600 a R$ 6.000 economizados ou ganhos
Sem planejamento (venda instintiva) 0 horas (nenhum controle) Endividamento progressivo de R$ 200 a R$ 400 Acumula R$ 2.400 a R$ 4.800 em dívidas anuais
Com ferramentas (Mobills/GuiaBolso) 30 minutos por mês Lucra R$ 500 a R$ 1.000 + identifica gastos desnecessários R$ 6.000 a R$ 12.000 ganhos, dívidas reduzidas

O investimento de 2 horas por mês em organização financeira gera retorno de R$ 3 a R$ 6 mil anuais — uma proporção de 30:1. Se você ainda está endividado, precificar corretamente é o primeiro passo para sair do buraco. Comece hoje, use um caderno ou Google Sheets, e em 60 dias você verá diferença real nas suas contas.

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FAQ — Perguntas frequentes

Qual é a margem de lucro ideal para produtos artesanais?

A margem ideal varia de 50% a 100% do custo total. Se seu produto custa R$ 50 para fazer, venda entre R$ 100 e R$ 150. Margens menores (30-40%) deixam pouca segurança para despesas imprevistas e impostos. Dados do SEBRAE indicam que artesãos com margem acima de 60% conseguem quitar dívidas em até 12 meses, enquanto aqueles com margem abaixo de 30% acumulam endividamento crescente.

Como saber se estou cobrando caro demais ou barato demais?

Pesquise 10 concorrentes diretos e veja a faixa de preço no mercado. Se todos cobram R$ 150 a R$ 250, seu preço de R$ 100 é baixo demais (perda garantida) e R$ 300 é alto demais (poucas vendas). Fique na faixa do mercado, mas sempre acima do seu custo real. Use OLX e Mercado Livre para essa pesquisa. Se vender muito rápido, pode aumentar 10%. Se ninguém comprar, está caro demais ou precisa melhorar qualidade/marketing.

Posso cobrar preços diferentes para clientes diferentes?

Sim, mas cuidado. Você pode oferecer preço menor para compras em volume (atacado), preço normal para varejo, ou preço premium para customizações. Nunca venda abaixo do custo + lucro mínimo em nenhum cenário. Exemplo: varejo R$ 150, atacado (10+ unidades) R$ 120 cada. Sempre mantenha a margem positiva. Transparência ajuda a construir relacionamento e confiança com clientes.

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