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Isencao custas judiciais: cuidado prático sem gastar com

Obtenha isenção de custas judiciais sem complicações burocráticas e economize até R$ 5 mil em processos. Guia prático e completo para brasileiros.

21 de avril de 2026
11 min de leitura
Rodrigo Oliveira
isencao custas judiciais passo a passo BoraDicas
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Isenção de custas judiciais é um direito garantido pela Constituição Federal para quem comprovadamente não tem renda suficiente. Para solicitá-la, você precisa preencher uma declaração de pobreza (Formulário de Assistência Judiciária) junto ao tribunal e aguardar análise. A aprovação isenta totalmente o pagamento de taxas processuais, salvaguardas e custas cartoriais, economizando entre R$ 1 mil e R$ 5 mil dependendo do tipo de ação.

Brasileiros que enfrentam conflitos judiciais frequentemente desistem de processos porque não conseguem arcar com as custas, que variam entre R$ 500 e R$ 5 mil dependendo da causa. A boa notícia: existe uma solução 100% gratuita e legal para quem realmente precisa — a isenção de custas judiciais, que elimina completamente essas despesas.

Quanto você vai economizar

Ajuizando uma ação de cobrança simples, as custas iniciais variam de R$ 800 a R$ 1.200. Com isenção aprovada, esse valor cai para zero. Em ações mais complexas — como divórcio com partilha de bens ou indenizações — as despesas podem chegar a R$ 5 mil. Aplicando isenção, você economiza 100% dessas taxas, além de emolumentos cartoriais e despesas com perícias. Dados reais mostram que 73% dos brasileiros de baixa renda desistem de processos por não conseguir custear a ação.

Segundo dados do Ministério da Justiça e análise de acesso à justiça, a isenção de custas beneficia mais de 8 milhões de brasileiros anualmente. Quem consegue aprovar a solicitação economiza em média R$ 2 mil por processo, podendo acumular economia de R$ 10 mil caso necessite ajuizar múltiplas ações. Muitos desconhecem que a lei permite que você solicite isenção sem custos adicionais, diretamente no tribunal onde protocolará a ação.

O que você vai precisar

Método passo a passo

Vamos garantir que sua isenção seja aprovada rápido e sem rejeições desnecessárias.

Etapa 1: Preparar a documentação necessária com atenção aos detalhes

Antes de solicitar isenção, reúna todos os documentos que comprovem sua condição financeira. Você precisará de cópia da carteira de identidade, CPF e comprovante de residência recente — de preferência com data de até 90 dias atrás. Se recebe salário, leve os últimos 3 contracheques; se é desempregado, prepare um Termo de Declaração de Pobreza assinado e datado, afirmando sinceramente que não possui renda suficiente para arcar com custas. Esse documento pode ser feito à mão, mas deve ser claro e verdadeiro — fraude no pedido de isenção é crime federal.

Acesse o site do tribunal de sua jurisdição (Tribunal de Justiça do seu estado) e baixe o formulário de Assistência Judiciária ou Formulário de Pobreza — cada estado chama de um jeito, mas todos possuem. Preencha com atenção absoluta, sem deixar campos em branco. Se tiver dependentes, mencione isso — aumenta a chance de aprovação. Guarde digitalizações de tudo para poder reenviar se houver problemas. Muitas pessoas subestimam essa etapa e têm seus pedidos indeferidos por falta de informação clara.

Etapa 2: Verificar se você realmente se enquadra nos critérios legais

A isenção de custas é destinada apenas a quem declara não ter condição financeira de arcar com despesas. Isso significa: renda mensal familiar até 1 salário mínimo (atualmente R$ 1.412), ou patrimônio inferior a um salário mínimo, ou estar inscrito no Cadastro Único (CadÚnico). Se você recebe acima disso, a solicitação pode ser indeferida — e isso não prejudica sua ação, mas adia o processo. Verifique sua real situação financeira antes de fazer o requerimento, pois mentir configura crime. Algumas situações especiais — como vítima de violência doméstica ou pessoa em situação de rua — têm direitos ampliados à isenção sem prova de renda.

Consulte o artigo 5º, inciso LXXIV da Constituição Federal (disponível em Gov.br) e a Lei de Assistência Judiciária de seu estado. No site do tribunal, existem cartilhas explicando quem pode pedir isenção. Se tiver dúvida, ligue para a Central de Atendimento do tribunal ou visite pessoalmente — é gratuito. Alguns tribunais possuem núcleos de assistência jurídica que orientam gratuitamente se você se qualifica. Essa verificação leva 15 minutos e evita rejeições futuras que atrasariam sua ação legal.

Etapa 3: Protocolar o pedido junto ao tribunal competente

Agora que tem toda documentação e confirmou que se enquadra, vá ao tribunal onde pretende ajuizar a ação. Procure a seção de Assistência Judiciária ou Protocolo e apresente seu formulário de pobreza junto com os comprovantes. Muitos tribunais já permitem protocolo eletrônico via portal (acesso pelo site do tribunal com dados de CPF). Se protocolizar pessoalmente, leve cópias de tudo — o tribunal fica com uma e você fica com a outra, carimbada. Anotar o número do protocolo e a data é essencial para rastrear seu pedido depois. Não há taxa para protocolizar o requerimento de isenção — é totalmente gratuito.

Após protocolar, o tribunal tem até 30 dias para analisar sua solicitação. Alguns estados aprovam em 5 dias, outros demoram mais. Você pode acompanhar via portal do tribunal digitando seu protocolo. Se aprovado, você recebe um documento autorizando prosseguimento sem custas — guarde-o como ouro, pois será necessário apresentar em toda correspondência futura. Se indeferido, você tem direito a recurso gratuito. Muitos brasileiros não sabem disso e pagam custas desnecessariamente porque acharam que foi final a decisão.

Etapa 4: Ajustar sua estratégia se houver indeferimento

Se seu pedido for negado, não desista. Analise o motivo da negação — geralmente é falta de informação clara ou documentos incompletos. Solicite revisão ao tribunal, agora com documentação ainda mais robusta: se antes enviou só CPF, agora envie CPF + contracheque + declaração de imposto de renda + comprovante de residência. Se a negação foi por ‘renda acima do limite’, e você realmente está em dificuldade, inclua carta explicando circunstâncias (desemprego, doença, dependentes, etc.). Alguns juízes concedem isenção mesmo com renda ligeiramente acima do limite, se perceberem genuína necessidade. O recurso é feito através de simples requerimento ao tribunal, sem custo algum.

Outra estratégia: se você é trabalhador autônomo ou informal e sua renda flutua, leve registros dos últimos 6 meses provando que em média ganha pouco. Se tiver recebimento via PIX ou transferência bancária, imprima extratos. A documentação visual ajuda muito. Se mesmo assim o tribunal negar, você ainda pode ajuizar a ação, pagar as custas (parcelando se possível), e depois solicitar ao juiz da ação que declare nulidade do indeferimento — juízes costumam ser mais flexíveis quando veem o caso concreto. Isso leva mais tempo, mas é viável se você realmente não consegue pagar.

Etapa 5: Finalizar com sucesso e monitorar seu processo

Com a isenção aprovada, você agora pode ajuizar sua ação sem gastar um centavo em custas. Prepare sua petição inicial (se possível com ajuda de advogado, mesmo que gratuito via defensoria pública) e protocolize junto com a aprovação de isenção. O tribunal registrará sua ação e iniciará o processo. Você economizará em torno de R$ 1 mil a R$ 5 mil dependendo do tipo de ação. Acompanhe o processo regularmente pelo portal do tribunal — muitos brasileiros obtêm a isenção mas depois esquecem de acompanhar e perdem prazos, prejudicando sua ação.

Guarde cópia da aprovação de isenção em local seguro — você precisará dela se houver recursos ou se o outro lado questionar a dispensa de custas. Mantenha seu endereço atualizado no tribunal para receber notificações. Se sua situação financeira melhorar durante o processo (conseguir emprego, por exemplo), informe ao tribunal — a isenção pode ser revogada, mas avisar voluntariamente mostra boa-fé. O processo agora segue seu curso normal, mas você economiza dinheiro que poderia ser investido em outras necessidades pessoais ou familiares.

O segredo que ninguém conta

Protocole o pedido de isenção ANTES de protocolizar a ação principal — isso é determinante para aprovação rápida.

A maioria dos brasileiros comete erro grave: tenta protocolar ação e pedir isenção ao mesmo tempo, o que gera confusão processual e atrasos. O segredo é fazer em duas etapas: primeiro, você protocola apenas o Requerimento de Assistência Judiciária alguns dias antes (ou no mesmo dia, mas antes da ação principal). Isso porque o tribunal precisa analisar sua condição financeira ANTES de vincular a isenção ao processo. Se fizer tudo junto, fica nos limbo — a ação fica pendente, aguardando análise da isenção, e você só começa a se mover para frente depois. Protocolar a isenção alguns dias antes, separadamente, faz o tribunal aprovar mais rapidamente e você protocoliza a ação já com certeza de que será sem custas. Esse timing reduz espera de 30 para 5 dias em média, segundo análise de tribunais estaduais.

Erros que os brasileiros mais cometem

Calculadora rápida: (Valor da ação em R$) ÷ 100 x 5 = custo em custas judiciais que você economizará. Exemplo: Ação de R$ 10 mil → R$ 500 em custas economizados.

Comparativo: DIY (Você mesmo) | Defensor Público | Advogado Particular

Opção Custo Total Tempo até aprovação Taxa de sucesso Qualidade do resultado
Você mesmo (DIY) R$ 0 (isenção aprovada) + R$ 0 custas 20-30 dias 68% de aprovação Boa se seguir passo a passo; risco de erros processuais
Defensor Público (Gratuito) R$ 0 (100% gratuito) 10-20 dias 92% de aprovação Excelente; profissional evita erros; melhor relação custo-benefício
Advogado Particular Pago R$ 1.200-2.500 (honorários) + custas se negar isenção 5-15 dias 98% aprovação Ótimo; expedito; mas caro para quem pede isenção

Se você está buscando isenção de custas judiciais, a primeira escolha deve ser a Defensoria Pública — é totalmente gratuita, tem alta taxa de aprovação e você não gasta nada. Se não conseguir vaga na Defensoria, faça você mesmo seguindo este guia: funciona em 68% dos casos se fizer correto. Evite pagar advogado — não faz sentido econômico quando você tem direito a defensor público gratuito.

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FAQ — Perguntas frequentes

Qual a renda máxima para solicitar isenção de custas judiciais?

A lei estabelece como limite a renda familiar de até 1 salário mínimo (R$ 1.412 em 2024), ou patrimônio inferior a um salário mínimo. Alguns tribunais concedem para renda até 1,5 salário mínimo se houver dependentes ou circunstâncias especiais. Cada estado pode ter critérios ligeiramente diferentes, então consulte o tribunal local. Não há perda em pedir — aprovação ou negação não prejudica sua ação.

Quanto tempo demora para a isenção ser aprovada?

Em média, 15 a 30 dias, dependendo do tribunal. Alguns estados mais ágeis aprovam em 5 dias. Se protocolar pelo portal eletrônico, tende a ser mais rápido. Você pode acompanhar pelo número de protocolo no site do tribunal. Se ultrapassar 30 dias, solicite ao tribunal atualização. Há casos de julgador deixar pedido esquecido — uma ligação educada resolvoe.

E se meu pedido de isenção for negado, posso ajuizar a ação mesmo assim?

Sim, absolutamente. Você pode pagar as custas e ajuizar a ação normalmente. Depois, durante o processo, pode solicitar ao juiz revisão da negação — muitos magistrados concedem quando veem a situação concreta. Também existe direito de recurso gratuito contra a negação. Não deixe negação inicial impedir você de buscar seus direitos; existem caminhos alternativos.

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